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05/05/2010 - 19h08

Com fim do IPI reduzido, atividade no varejo desacelera em abril

SÃO PAULO - A atividade do comércio registrou desaceleração de 1,3% em abril, em relação ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais, revelou hoje uma pesquisa da Serasa Experian que analisa o volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da instituição.

Os economistas da Serasa avaliam que pesou sobre o indicador o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para veículos.

Houve queda em todos os segmentos de varejo pesquisados pela Serasa Experian em abril, contra março. A maior retração foi a da categoria Veículos, Motos e Peças, com declínio de 8,9%. Em seguida, aparecem Material de Construção, com queda de 2,6%; Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (declínio de 2,2%); e Combustíveis e Lubrificantes (também com perda de 2,2%).

Para os economistas da Serasa, a queda da atividade do comércio em abril deve ser vista como um acontecimento pontual, e não como uma reversão de tendência.
" A evolução favorável do mercado de trabalho, ampliando a massa real de rendimentos, as condições de crédito ainda bastante atrativas, e as promoções promovidas pelo varejo, tendo em vista o Dia das Mães e a proximidade da Copa do Mundo, devem sustentar o movimento do varejo ao longo dos próximos meses " , justificam.
Apesar da retração na comparação mensal, houve alta de 10,1% em relação a abril do ano passado, impulsionada pelos segmentos Veículos, Motos e Peças, que teve crescimento de 19%; Móveis, Eletroeletrônicos e Informática, com alta de 18,5%; e Material de Construção, com aumento de 18,4%. A Serasa ressalta que esses três setores foram beneficiados por incentivos fiscais em meio à crise mundial.
Por fim, na comparação entre o acumulado do ano até abril e o mesmo período do ano passado, a atividade do comércio registra um crescimento de 11%, liderado, mais uma vez, pelas categorias Veículos, Motos e Peças (23,3%) e Móveis, Eletroeletrônicos e Informática (19,9%). Somente o setor de Combustíveis e Lubrificantes apresentou queda nesta base comparativa, com retração de 1%.

(Karin Sato | Valor)

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