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05/05/2010 - 16h05

Garcia espera que PP apoie Dilma em função do bom convívio com governo

SÃO PAULO - O coordenador da campanha de Dilma Rousseff (PT) ao Palácio do Planalto e assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, acredita que o "bom convívio" entre o governo e o PP possa influenciar na decisão do partido de apoiar a candidatura da ex-ministra da Casa Civil nas eleições de outubro.

"Esperamos que o bom convívio que tivemos com o PP na administração atual, com a presença do ministro Márcio Fortes no ministério (das Cidades), se desdobre na campanha eleitoral e que o PP continue na base de sustentação", afirmou Garcia depois de participar de um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, o PT tem conversado com a legenda com o objetivo de tentar atraí-la para a campanha de Dilma. Ontem, a petista discutiu o assunto durante um almoço com Márcio Fortes e o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ). O problema é que os pepistas também têm sido cortejados pelo PSDB, que já ofereceu a vaga de vice na chapa encabeçada por José Serra ao senador. Dornelles, contudo, disse ontem que, antes de qualquer decisão, vai ouvir os diretórios estaduais para depois encaminhar a discussão para a executiva, que irá definir se a legenda permanecerá neutra ou terá candidato nas eleições presidenciais. Garcia ainda considerou como um importante ajuste o convite feito por Dilma para que o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), seja o seu vice. Os peemedebistas, porém, adiaram o encontro programado para o dia 15 de maio, quando discutiriam o assunto. A decisão ficou para junho.

O coordenador da campanha de Dilma também aproveitou para rechaçar as recentes críticas de Serra ao Mercosul. Segundo ele, trata-se de uma grande ignorância. "É até surpreendente. O Serra é uma pessoa informada, estudiosa. Para ele dizer que o Mercosul não funciona, significa que ele não está olhando os números", argumentou Garcia ao lembrar que 50% do comércio exterior brasileiro é feito com países da América Latina, sendo a maior parte com os sul-americanos. Ele prevê, inclusive, que a Argentina ultrapassará em breve a China como o principal parceiro comercial do Brasil. (Fernando Taquari | Valor)

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