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05/05/2010 - 13h43

Seguradora resultante da união de Mapfre e BB terá R$ 10 bi em ativos

SÃO PAULO - A nova empresa de seguros criada pela união entre a Mapfre e o Banco do Brasil terá ativos avaliados em R$ 10 bilhões e o processo de integração será concluído em 12 meses.
As informações são dos executivos das instituições, Aldemir Bendine, presidente do BB, e José Manual Martinez, presidente da espanhola Mapfre, presentes em evento em São Paulo para divulgação da conclusão do acordo.

Ainda sem nome definido, a nova companhia será a segunda maior seguradora de risco do país, com 16,4% de market share. " A nova empresa que surge corresponde a quase metade dos nossos negócios de seguridade no conglomerado " , afirmou Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente de Novos Negócios do Banco do Brasil.

O acordo prevê a criação de duas sociedades holding, sendo a primeira com foco no segmento de pessoas, seguro imobiliário e agrícola, na qual a Mapfre deterá 25,005% do capital total, enquanto a BB Seguros deterá 74,995%.
Já a segunda holding terá foco nos seguros elementares, que incluem veículos, industriais, seguros gerais e canais Affiniti (Vida e Ramos Elementares). Nesta empresa, a Mapfre e a BB terão partes iguais de 50% do capital total.

O processo de integração começa a partir da aprovação dos órgãos reguladores - cuja conclusão esperada pelo BB ocorre em 60 dias - e deve estar preparado em seis meses, sendo que, em 12 meses, as instituições planejam já terem produtos integrados e uma nova marca. Enquanto isso, a comercialização dos produtos de seguro permanece separada.

Para a operação, o BB desembolsará um valor de R$ 295 milhões referente à equalização da participação da instituição nas holdings. " Cada uma das empresas trouxe os seus estoques atuais e nós ponderamos as participações, o que gerou um valor de desembolso para o Banco do Brasil " , explicou Caffarelli.

Deste modo, segundo o executivo, o desembolso de caixa do BB não terá efeito no balanço patrimonial do banco, já que será compensado pelo aumento equivalente do patrimônio. " O efeito no lucro líquido será apenas marginal " , afirmou o executivo.

A operação faz parte da estratégia do Banco do Brasil de reformular sua área de seguridade e, deste modo, ampliar dos atuais 13% de participação do setor nas operações do banco para 24% em 2012.

O Banco do Brasil acredita que a tendência do mercado se seguros no país é apresentar um crescimento acima do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos.
Além disso, o mercado verifica um movimento de aquisição de carteiras para ampliação dos portfólios das empresas do setor, além da utilização de corretores fora dos escritórios.

" O crescimento do país promove o crescimento do setor de seguros. Para o Banco do Brasil, é fundamental realizar esse movimento hoje " , afirmou o presidente do BB, Aldemir Bendine.

" O país está desfrutando de um dos melhores momentos de sua história. A criação dessa nova empresa nasce com a vocação de ser a melhor do Brasil " , completou o presidente da Mapfre, José Manuel Martinez.

Vale lembrar que hoje o Banco do Brasil concluiu a aquisição da participação detida pela Sulamérica na Brasilveículos, em uma operação no qual o banco desembolsará R$ 340 milhões e passará a deter 100% da companhia.
(Vanessa Dezem | Valor)

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