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05/05/2010 - 15h10

Situação na fronteira com o Paraguai está sob controle, diz Jobim

SÃO PAULO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantiu hoje que está sob controle a situação na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Apesar disso, ele não respondeu se o governo brasileiro pretende ampliar o contingente das forças armadas na região, como sugeriu o senador Robert Acevedo, alvo de um atentado no centro da cidade de Pedro Juan Caballero, na divisa com o Brasil, no dia 26 de abril. O parlamentar foi responsável por várias denúncias contra o tráfico de drogas na região, comandado pelo Exército Popular Paraguaio (EPP).

"É uma situação otimizada em termos de imprensa. O fato é que o governo paraguaio tem o controle da situação e estamos aí para o que for possível", afirmou Jobim. "O que deixamos bem claro é que temos entendimentos com o Peru e a Colômbia em relação à troca de informações sobre o espaço aéreo. Exatamente para controlar a circulação do narcotráfico", complementou. Acredita-se que boa parte das drogas que entram no país vem por meio da fronteira com o Paraguai.

O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, destacou que o Brasil tem multiplicado os postos de controle na divisa entre os dois países, mas alertou que as ações conjuntas devem ser feitas com muito cuidado. "A criminalidade não será resolvida com um só tiro. A situação exige um trabalho de inteligência", avaliou Garcia, que classificou como piada o grupo guerrilheiro EPP. "São 20 pessoas que não tem nenhuma significação, sendo um problema interno do Paraguai", observou o assessor. No entanto, autoridades de Assunção acusam a organização de ter relações com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc). O Paraguai decretou estado de exceção em cinco departamentos da região norte do país no dia 22 de abril. A decisão foi impulsionada após a morte de um policial e três civis pelo EPP.

(Fernando Taquari | Valor)

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