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06/05/2010 - 15h12

Ações de bancos arrastam bolsas europeias para baixo

SÃO PAULO - As bolsas europeias cravaram novas baixas nesta quinta-feira, pressionadas pelos papéis do setor bancário, depois que o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter a taxa básica de juros da região, e com as crescentes preocupações sobre a possibilidade de default na região.

Entre as principais bolsas da região, o francês CAC-40 perdeu 2,20%, para 3.556 pontos; o alemão DAX recuou 0,84%, para 5.908 pontos; e o inglês FTSE 100 caiu 1,52%, fechando a 5.261 pontos.

A taxa de juro da zona do euro foi mantida pelo BCE no menor nível histórico, de 1% ao ano, taxa considerada "apropriada" pelo presidente da instituição, Jean-Claude Trichet. Ele disse que a autoridade monetária europeia não vai comprar bônus e, novamente, falou em crescimento econômico moderado e desigual em 2010 para as economias unidas pela moeda comum.

O dirigente do BCE comentou ainda que a Grécia não contempla um default, acrescentando que Espanha e Portugal não enfrentam a mesma situação dos gregos. "Grécia e Portugal não estão no mesmo barco. A Espanha não é Grécia", declarou.

O Parlamento da Grécia aprovou as medidas para tentar ajustar as finanças públicas do país. De 296 legisladores, 172 votos foram a favor e 121 contra. Houve 3 abstenções.

As novas medidas do governo grego, que envolvem congelamento de salários no setor público e aumento no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), entre outras, devem gerar uma economia de 30 bilhões de euros.

A bolsa londrina contou com mais um fator para influenciar os negócios: as eleições para o chefe de governo do Reino Unido. O mercado aguarda uma definição de uma das mais disputadas eleições da história britânica, na qual concorrem ao poder o líder conservador David Cameron e o trabalhista Gordon Brown. Mais de 44 milhões de pessoas são esperadas nas urnas, mas os eleitores estão divididos e as pesquisas de opinião ainda não mostram um consenso de candidato mais apto a vencer as eleições.

O setor bancário mostrou fortes perdas hoje. Societe Generale despencou 7% por conta da preocupação dos investidores com a exposição de cerca de 13 bilhões de euros da instituição aos países considerados mais arriscados na região: Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália. O ING perdeu quase 8% também em função da exposição de 15 bilhões de euros a esses países.

(Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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