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06/05/2010 - 15h12

Bovespa cai menos do que Wall Street; dólar sobe mais de 3%

SÃO PAULO - Ainda que as blue chips permaneçam no campo positivo, a trajetória da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue negativa, influenciado pelo rumo externo.

Por volta das 14h50, o Ibovespa, que já oscilou entre 64.329 pontos e 65.533 pontos, caía 0,57%, aos 64.547 pontos. O giro financeiro negociado está em R$ 5,169 bilhões.

Naturalmente, o continente europeu volta a dar o tom para as vendas nas bolsas. A agência de classificação de risco Moody´s Investors Service revelou hoje que a crise gerada pela dívida da Grécia poderia se disseminar e afetar o sistema bancário de outros países, como Espanha, Irlanda, Itália, Portugal e Reino Unido.

A instituição ainda apontou que o índice que mede a percepção de risco de default da Europa aumentou de 7,3%, em março, para 7,8%, em abril. Em mesmo período do ano passado, a taxa estava em 5,6%. Já a taxa de default global caiu de 10% para 9% de março para abril. Um ano atrás, porém, se encontrava em 8,8%. Pelo modelo da Moody´s, a previsão é de que o indicador de default global fique em 2,7% no fim deste ano e recue para 2% daqui a 12 meses.

Na tentativa de acalmar o mercado, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, quis deixar clara a diferença entre Espanha e Portugal de Grécia.

"Grécia e Portugal não estão no mesmo barco", sustentou, acrescentando que "Espanha não é Grécia". Trichet afirmou que a suspensão de pagamentos por Atenas não é uma possibilidade.

O Parlamento da Grécia aprovou as medidas para tentar ajustar as finanças públicas do país. De 296 legisladores, 172 votos foram a favor e 121 contra. Houve 3 abstenções.

As novas medidas do governo grego, que envolvem congelamento de salários no setor público e aumento no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), entre outras, devem gerar uma economia de 30 bilhões de euros.

Na Europa, as bolsas fecharam a jornada em baixa. Enquanto o índice FTSE 100, de Londres recuou 1,52%, o DAX, de Frankfurt, cedeu 0,84%, e o CAC 40, de Paris, perdeu 2,20%.

Em Wall Street, as bolsas aprofundaram as perdas. Há instantes, o índice Dow Jones caía 1,28%, enquanto o Nasdaq cedia 1,82% e o S & P 500 perdia 1,60%. Este é o terceiro dia seguido de baixa do mercado americano.

Voltando ao mercado local, as blue chips seguem no campo positivo. Há pouco, as ações PNA da Vale avançavam 0,22%, a R$ 44,30, com volume negociado de R$ 684,3 milhões, enquanto os papéis PN da Petrobras tinham apreciação de 0,33%, a R$ 30,31, com giro de R$ 402,2 milhões.

Entre as maiores altas do Ibovespa estão os papéis PN da AmBev, com valorização de 1,76%, a R$ 173,00, seguidos pelas ações PN da Telesp, com ganhos de 1,72%, a R$ 33,67, e Embraer ON, com apreciação de 1,50%, a R$ 10,11.

A ponta oposta é liderada por Net PN, com queda de 3,95%, a R$ 19,20, LLX ON, com recuo de 3,83%, a R$ 7,78, e por Fibria ON, com depreciação de 3,56%, a R$ 32,16.

A BM & F Bovespa informou que o volume financeiro das operações com empréstimos de ações atingiu o recorde de R$ 38,5 bilhões em abril. Foram realizadas 78.813 operações no período. A maior marca anterior datava de junho de 2008, com R$ 37,7 bilhões.

No mercado cambial, o dólar dispara na sessão desta quinta-feira, ao avançar mais de 3%. Há pouco, a moeda americana subia 3,11%, cotada a R$ 1,854 na venda.

(Beatriz Cutait | Valor)

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