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06/05/2010 - 09h55

Bovespa deve iniciar negócios no vermelho, com o foco na Europa

SÃO PAULO - Depois de conseguir interromper um movimento negativo registrado ao longo de três pregões, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve voltar a iniciar o dia em baixa. A sinalização parte do Ibovespa futuro que, há pouco, cedia 0,57%, aos 65.250 pontos.

Favorecido pelo desempenho da Vale, o mercado brasileiro fechou ontem com leve alta de 0,07%, aos 64.914 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 7,884 bilhões.

Após terem despencado 4,85% na sessão passada, as ações PNA da Vale subiram 2,43%, para R$ 44,20.

Apesar do pequeno fôlego conseguido pela Bovespa, as preocupações com relação à situação econômica da Grécia e de outros países europeus seguem ditando o rumo dos negócios.

O ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, afirmou hoje que a única esperança da Grécia contra um colapso recai no pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na agenda de hoje, nos Estados Unidos, os investidores analisam os dados de produtividade da mão de obra no primeiro trimestre, os novos pedidos por seguro-desemprego, os números das varejistas em abril e um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke.

No Brasil, além da ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os agentes observam o desempenho da indústria automobilística em abril, com os dados da Anfavea.

Na Ásia, repercutindo as preocupações com a economia europeia, as bolsas fecharam o pregão no campo negativo. Ao fim da sessão, o Shanghai Composite, de Xangai, caiu 4,11%, aos 2.739 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,96%, aos 20.133 pontos. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 perdeu 3,27%, para 10.695 pontos, enquanto, em Seul, o Kospi cedeu 1,98%, aos 1.684 pontos.

Na continuidade da temporada de balanços nacionais, destaque para os números da Vale. A mineradora teve lucro de R$ 2,879 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 8,6% na comparação com o mesmo trimestre de 2009, mas alta de 6,3% sobre os R$ 2,708 bilhões apurados no quarto trimestre de 2009. Já a receita operacional da Vale ficou em R$ 13,029 bilhões no trimestre, 8,1% acima dos R$ 12,048 bilhões do quarto trimestre do ano passado e 1,1% menor que o observado nos três primeiros meses de 2009.

No setor aéreo, a GOL revelou que seu lucro líquido caiu 61% entre janeiro e março deste ano, na comparação com mesmo intervalo de 2009, para R$ 23,922 milhões.

Já o grupo Ultrapar - que reúne a rede de combustíveis Ipiranga, a distribuidora de gás Ultragaz, a petroquímica Oxiteno, e a transportadora Ultracargo - apresentou lucro líquido consolidado de R$ 140,5 milhões no primeiro trimestre, resultado 54% superior aos R$ 91,2 milhões apurados no mesmo trimestre de 2009.

No mercado de câmbio, o dólar opera em alta pelo terceiro dia. Há pouco, a moeda americana subia 0,50%, a R$ 1,807 na venda, enquanto o contrato futuro de junho avançava 0,66%, para R$ 1,8155.

(Beatriz Cutait | Valor)

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