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06/05/2010 - 18h33

CORREÇÃO: Dólar fecha a R$ 1,849, e já sobe 6,75% em três dias

Favor desconsiderar as cotações presentes em nota publicada às 17h42. A fornecedora de dados do Valor alterou os números de fechamento do dólar comercial para R$ 1,847 na compra e R$ 1,849 na venda (alta de 2,83%). E, por erro de digitação, a cotação do dólar na roda de "pronto" da BM & F saiu errada: o correto é R$ 1,860 (e não R$ 1,806). Segue nota corrigida: SÃO PAULO - Em dia de pouca racionalidade e muita correria para conter prejuízos, o dólar comercial chegou a subir mais de 5%, beirando R$ 1,90.

Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, o que explica essa movimentação é a descrença em uma solução para o endividamento dos países europeus. Isso gera uma reversão de posições no mercado de câmbio. Quem estava vendido teve de correr para comprar dólares e evitar perdas, no que se chama de "stop loss".

As compras perderam um pouco de força no decorrer da tarde, mas ainda assim o dólar comercial fechou com alta de 2,83%, negociado a R$ 1,847 na compra e R$ 1,849 na venda. Tal puxada de alta não era observada desde 2 de março de 2009. Cabe lembrar que, na segunda-feira, a moeda fechou valendo R$ 1,732 - ou seja, em três pregões o preço do dólar saltou 6,87%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar saltou 3,51%, para fechar a R$ 1,860. O volume foi de US$ 82,5 milhões, 20% menor que o observado ontem. Já no interbancário, o giro estimado ficou em US$ 3,5 bilhões.

Medeiros chama atenção para a posição dos bancos locais, que estavam com grandes posições vendidas tanto no mercado à vista, quanto no mercado futuro. Segundo dados do Banco Central, os bancos fecharam abril com US$ 2,98 bilhões vendidos no mercado à vista. Já na BM & F, o estoque de posição vendida até ontem em dólar futuro era de US$ 3,56 bilhões. Com os dados que serão divulgados amanhã dará para ter uma ideia de como essas posições evoluíram.

Além da reversão de posições, Medeiros lembra que o mercado conviveu com uma série de notícias desencontradas sobre a reforma do setor financeiro americano, que também pesaram sobre o humor dos agentes.

O dia, que trouxe de volta à memória os pregões do auge da crise de 2008, também contou com preocupação quanto ao fluxo de crédito para o mercado local em meio a tanta incerteza externa.

Ainda de acordo com Medeiros, por mais que o Brasil não esteja devendo para ninguém, não tem como escapar desses solavancos externos.

(Eduardo Campos | Valor)

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