UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

06/05/2010 - 14h17

Demora com aprovações no Brasil faz Vale apostar em projeto na Guiné

SÃO PAULO - A demora em obter aprovações e licenças para os projetos de expansão da produção de minério de ferro em Carajás e no novo projeto de Serra Sul levou a Vale a apostar no início rápido da produção na região de Simandou, na Guiné. A mineradora adquiriu o projeto no final de abril, por US$ 2,5 bilhões, e espera iniciar a produção no local em 2012, com investimentos estimados em US$ 5 bilhões.

O diretor executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, afirmou que as demoras nas aprovações para os projetos no Brasil já causam um atraso de cerca de dois anos em Carajás e de um ano em Serra Sul. Martins, que participou de teleconferência com analistas, afirmou que o projeto na Guiné juntamente às expansões no Brasil vão garantir a que a produção de minério de ferro alcance 450 milhões de toneladas em 2014.

A expectativa é de que Simandou produza entre 10 milhões e 20 milhões de toneladas a partir de 2012 e alcance 50 milhões de toneladas em 2014.

"Temos muitos projetos no Brasil, mas a situação aqui leva mais tempo, porque precisamos das aprovações e, ambientalmente falando, leva muito tempo. Em Simandou, podemos andar mais rápido com o desenvolvimento", frisou Martins, lembrando que o investimento na área da mina deverá ser de US$ 2 bilhões, com o restante indo para logística e compensações que terão que ser pagas à Guiné para que o escoamento do minério possa ser feito pela Libéria.

O executivo lembrou ainda que o minério na região é de alta qualidade, similar a Carajás. Segundo Martins, a demanda por minério de qualidade está garantida para os próximos anos, ao passo que o grande aumento da oferta virá principalmente de minério de qualidade mais baixa.

"Os dois projetos vão andar (Serra Sul e Carajás), mas o tempo pode mudar um pouco de acordo com as licenças que conseguirmos", disse Martins.

Para o diretor, outra vantagem logística de Simandou é a localização, a apenas quatro horas de voo do Brasil, o que permite o rápido deslocamento de equipes entre os dois países.

(Rafael Rosas | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host