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06/05/2010 - 16h26

DIs longos sobem com piora de cenário global

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros terminaram o pregão sem direção única na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O movimento de baixa que era generalizado pela manhã continuou valendo apenas para os vencimentos curtos. Já os longos mudaram de lado e voltaram a subir, acompanhando a disparada no preço do dólar e forte queda nas bolsas.

A acentuada valorização da moeda americana, que subir mais de 5% no intradia, gerou uma reversão de posições vendidas (apostas pró-real) no mercado de câmbio, o que também estimulou a revisão de posicionamento em taxas de juros e renda variável.
No mercado de bolsa, o Dow Jones chegou a cair 7%, e por aqui o Ibovespa chegou a afundar 6,38%.

Segundo um operador que preferiu não se identificar, o mercado simplesmente perdeu o parâmetro. As decisões tomadas nessa quinta-feira não foram mais ditas pela racionalidade, mas sim pelo pânico.

No campo doméstico, em sua ata divulgada, hoje, o Banco Central ainda questionava qual seria a influência do cenário externo na condução da política monetária. Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, agora, não há mais dúvida. "A influencia é recessiva."
Sinal claro disso é a queda de prêmio entre os vencimentos curtos, que captam mais as expectativas de política monetária.

Antes do ajuste final de posições na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para Junho de 2010 tinha acréscimo de 0,02 ponto, a 9,39%. Julho de 2010 marcava estabilidade a 9,71%. Mas janeiro de 2011, o mais líquido do dia, caía 0,05 ponto, projetando 11,07%.

Mais ligados à cena externa, o DI para janeiro de 2012 subiu 0,01 ponto, a 12,49%. Já o contrato para janeiro de 2013 ganhou 0,10 ponto, a 12,94%, e janeiro 2014 acumulou 0,08 ponto, para 12,95%.

Até as 16h15, foram negociados 2.039.320 contratos, equivalentes a R$ 187,44 bilhões (US$ 104,94 bilhões), quase o triplo do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 473.350 contratos, equivalentes a R$ 69,33 bilhões (US$ 38,81 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor)

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