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12/05/2010 - 15h13

Bovespa descarta chance de falha como a ocorrida nos EUA

SÃO PAULO - O presidente da BM & FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que não existe risco de falha no sistema como a que ocorreu no mercado americano há alguns dias. A declaração foi feita durante uma teleconferência com jornalistas, nesta quarta-feira. Ele se referiu ao episódio no qual o Dow Jones chegou a ceder 9,16%. A queda teria sido agravada por um o erro de digitação em uma operação de venda de ações no mercado americano - bilhões no lugar de milhões de papéis -, o que teria provocado uma reação em cadeia de ordens de venda via computador.

"O mercado americano possui hoje quatro ou cinco sistemas de negociação no mercado de ações. O modelo deles não é vertical e integrado como o nosso. É fragmentado. Desta forma, o sistema é mais exposto", disse.

O presidente da BM & FBovespa afirmou que ocorrido nos Estados Unidos jamais aconteceria no Brasil. Ele explicou que a Nyse possui um mecanismo para evitar o excesso de volatilidade nos papéis. Quando um ativo está oscilando muito, a Nyse o desvia para um sistema paralelo que opera em um ritmo mais lento. No entanto, os mesmos ativos continuam a ser negociados pelas demais bolsas. "Como a negociação de ações no mercado americano é fragmentada e mais de 30 plataformas podem negociar os mesmos ativos, esse sistema da Nyse não surte efeito", disse. No Brasil, existe um limite de oscilação nos preços dos ativos. Se o preço oscila acima do limite, o negócio é paralisado imediatamente e submetido a um leilão. "Isso impede ocorrências como a que aconteceu nos EUA", afirmou Pinto. "Outra coisa que ajuda muito, no caso brasileiro, é o fato de existir uma regra única a todos os participantes do mercado, o que torna nosso sistema mais regulado", completou.

Na teleconferência, Edemir também afirmou que não vê concorrência para a BM & FBovespa, afastando a possibilidade de grandes grupos estrangeiros entrarem no mercado brasileiro. "Desde o dia 9 de maio de 2008, o primeiro dia útil após a fusão entre Bovespa e BM & F, tenho ouvido essa questão da concorrência. Ela não ocorreu e acredito que não vai ocorrer".

O motivo, segundo ele, é o modelo de negócio "verticalizado" da bolsa de valores brasileira, com a prestação de serviços em segmentos diversos. "Isso é uma barreira natural a qualquer concorrência aqui dentro", completou. (Karin Sato | Valor)

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