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12/05/2010 - 14h54

Decisão do TSE dificulta formação de coligações estaduais

SÃO PAULO - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu por unanimidade que os candidatos a governador e senador devem pertencer a uma mesma coligação partidária estadual.

O tribunal respondeu a duas consultas feitas pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão será prejudicial para formação de alianças nos Estados.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o entendimento do TSE pode atrapalhar a coligação em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV) ao governo fluminense, já que em sua chapa há três postulantes para duas vagas ao Senado.

Ao negociar sua candidatura, Gabeira fechou aliança com o PSDB, DEM e o PPS. Os tucanos ficaram o cargo de vice na chapa encabeçada pelo verde e vão indicar Márcio Fortes.

Já os democratas e o PPS escolheram para o Senado o ex-prefeito Cesar Maia e o advogado Marcelo Cerqueira, respectivamente. O problema no caso é que o PV também quer a vereadora Aspásia Camargo na disputa. No entanto, o presidente do PV no Estado, vereador Alfredo Sirkis, já disse em outras ocasiões que não criaria embaraços para a coligação caso a Justiça Eleitoral se posicionasse contra esse tipo de aliança. A decisão de ontem do TSE, porém, deve servir apenas de orientação para Justiça Eleitoral. Ou seja, não quer dizer que possa não ser interpretada de outra na forma em um julgamento sobre o assunto.

(Fernando Taquari | Valor)

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