UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

12/05/2010 - 17h41

Fazenda vai elevar projeção de crescimento para até 6% em 2010

BRASÍLIA - A exemplo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que considerou "exageradas" as previsões que apontam para um crescimento da economia brasileira acima de 7% em 2010, o secretário de Política Econômica da Fazenda, Nelson Barbosa, também acredita que tais prognósticos do mercado financeiro não se sustentam. Ele disse nesta quarta-feira no Senado que, até a próxima semana, o governo vai elevar sua projeção de 5,2% para algo entre 5,5% e 6%.

Mantega fez o comentário pela manhã, logo após a assessoria econômica do Banco Itaú elevar a estimativa de variação real do Produto Interno Bruto (PIB) no ano, de 6,5% para 7,5%. À tarde, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que a projeção média das instituições financeiras está em 6,3% de alta.

Barbosa destacou que a variação do PIB relativa ao primeiro trimestre do ano deve apontar elevação entre 7,5% e 8,5% sobre o quarto trimestre de 2009. Mas ele destacou que deve ocorrer certa desaceleração adiante, pois estímulos dados ao setor produtivo durante a crise mundial de 2008 estão sendo retirados, como a redução tributária sobre a produção e venda de automóveis.

"O país continuará crescendo, mas a uma taxa mais desacelerada" no segundo semestre, disse o secretário.

Confirmando matéria publicada hoje pelo Valor, Barbosa confirmou que o governo estuda alternativas para retirar do BNDES o excesso de pressão sobre sua função de financiador do setor produtivo no longo prazo.

O governo aposta em fontes privadas importantes para o financiamento de longo prazo, como as Letras Financeiras, papel criado para captação dos bancos acima de dois anos, e um novo sistema de garantia ao exportador, anunciado semana passada.

Barbosa afirmou, porém, que este ano não há espaço para novas reduções tributárias em medidas de estímulo ao alongamento do crédito, uma vez que o governo precisa recompor seu caixa após a queda de receitas e o aumento de gastos em função da crise mundial. Seriam medidas em preparação pela equipe econômica, mas para adoção pelo próximo governo, em 2011, afirmou o secretário, que foi à Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

(Azelma Rodrigues | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host