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12/05/2010 - 12h31

Mercado vai às compras na Bovespa em dia mais calmo no cenário externo

SÃO PAULO - A trajetória positiva dos mercados internacionais está se refletindo no desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no pregão desta quarta-feira.

Próximo das 12h20, o Ibovespa, que alcançou 65.351 pontos na máxima do dia, avançava 0,91%, para 65.011 pontos, com giro financeiro de R$ 1,9 bilhão.

Em Wall Street, no mesmo horário, o índice Dow Jones subia 0,76%, o S & P 500 registrava valorização de 0,73% e o Nasdaq aumentava 1,19%.

O apetite a risco dos investidores ganha força com o maior endurecimento do bloco europeu aos déficits fiscais dos países da região.

Representantes da União Europeia (UE) pediram aos governos do bloco que reduzam seu endividamento excessivo e solicitaram uma supervisão mais firme para manter os 16 países que usam o euro dentro de limites de déficit e para lidar com a crise da dívida do continente.

As regras propostas pela Comissão Europeia, braço executivo da UE, têm por objetivo evitar que países se envolvam em problemas de déficit e lancem mão do fundo de resgate no valor de 750 bilhões de euros.

"Hoje, de certa forma, as coisas estão melhores. O mercado está mais confiante em relação ao pacote europeu e está afastado um pouco o movimento de aversão a risco e o pessimismo. Acho que o aperto da União Europeia deve trazer um pouco mais de credibilidade", comentou o diretor da E2M Investimentos, Edson Marcellino.

O próprio governo espanhol anunciou hoje uma série de medidas para reduzir o déficit nas contas públicas. O salário no setor público será reduzido em 5% este ano e congelado em 2011. Também haverá diminuição dos gastos com aposentadorias e investimento público.

De negativo no cenário externo, apenas as investigações que recaem sobre o Morgan Stanley, para avaliar se a instituição enganou investidores em negócios com derivativos de hipotecas, conforme notícia do Wall Street Journal (WSJ).

No cenário local, as blue chips passaram a operar em direções opostas. Ao fim da primeira etapa de negociações, os papéis PNA da Vale declinavam 0,04%, para R$ 44,38, com giro de R$ 251,7 milhões, enquanto as ações PN da Petrobras subiam 0,81%, a R$ 29,86, com volume de R$ 187,5 milhões.

A lista de valorizações do Ibovespa seguia liderada pelos papéis ON da BM & FBovespa, que avançavam, há pouco, 7,10%, para R$ 11,46.

A empresa confirmou hoje que vai custear integralmente seu investimento de US$ 620 milhões numa parceria com o CME Group, controlador da Bolsa de Chicago, por meio de emissão de dívida.

A captação será feita no mercado internacional, no valor integral dos US$ 620 milhões, com prazo de 10 anos, segundo o diretor presidente da BM & FBovespa, Edemir Pinto.

A BM & FBovespa teve lucro líquido de R$ 282,6 milhões de janeiro a março, com alta de 24,5% sobre o ganho apurado no mesmo período do ano passado, de R$ 227 milhões.

Ja os papéis ON da Usiminas lideravam as baixas do Ibovespa, com recuo de 1,17%, a R$ 51,49.

Ainda no mercado brasileiro, o saldo de atuação do investidor estrangeiro na Bovespa está negativo em R$ 1,224 bilhão no acumulado de maio até o dia 10, resultado de compras de R$ 13,6 bilhões e de vendas de R$ 14,8 bilhões.

O não residente vem reduzindo sua posição no mercado nos últimos 14 dias, período em que enxugou R$ 2,618 bilhões da bolsa, o que explica uma parte da queda de 5,3% do Ibovespa no intervalo acumulado até o dia 10 de maio.

Apenas na segunda-feira, quando o principal índice da Bovespa disparou 4,11%, as vendas do não residente na bolsa brasileira superaram suas compras em R$ 79,7 milhões. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional está negativo em R$ 2,506 bilhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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