UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

24/05/2010 - 15h43

Amil prevê crescimento orgânico de 10% e planeja mais aquisições

RIO - O grupo Amil espera ter crescimento de 60% do faturamento em 2010, com os negócios impulsionados pela compra da Medial Saúde, finalizada em dezembro passado. O crescimento orgânico deverá ser de pelo menos 10%.

Embora a aquisição da Medial tenha sido responsável por um crescimento de quase metade do faturamento do ano passado, o presidente do grupo, Edson Bueno, afirmou que pretende continuar fazendo aquisições no setor de saúde, para se tornar consolidador desta indústria no país.

"Você está sempre no mercado procurando oportunidades, e nós continuamos procurando oportunidades. Continuamos com o coração aberto para sermos o consolidador da indústria. E ser o consolidador da indústria exige aquisição", disse Bueno, após receber prêmio Personalidade 2010, oferecido pela Câmara de Comércio Americana, no Rio de Janeiro. O faturamento do Grupo Amil no passado foi de R$ 4,8 bilhões e o da Medial Saúde atingiu R$ 2,2 bilhões. A sinergia dos dois grupos fez com que a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Medial revertesse a tendência e ficasse positivo em 5,9% no primeiro trimestre do ano. No ano passado, o resultado foi negativo em 2,5% no último trimestre e de 4% nos três meses anteriores. A melhora é resultado da sinergia entre as duas empresas. Houve redução de 15% de compras, além do enxugamento de quadro de pessoal. De uma força de trabalho de 8 mil pessoas, foram demitidas cerca de 1,1 mil. "Houve demissões, não tem saída", afirmou Bueno.

O grupo tem 5,2 milhões de clientes, sendo 1 milhão na área dental, 1 milhão em planos individuais e 3,2 milhões em planos corporativos. A expectativa é de que a maior parte do crescimento seja concentrada na área de planos corporativos. "Cada vez mais as empresas, estando em situação um pouco melhor, tendem a ter esse benefício de plano de saúde para os funcionários", afirmou o presidente da Amil.

Outro motivo para o foco ser a área corporativa é a maior dificuldade de concorrência nos planos individuais. De acordo com a opinião de Bueno, a regulação da Agência Nacional de Saúde (ANS) sobre os preços gera riscos para as empresas, o que acaba inclusive retirando alguns grandes players do mercado.

(Juliana Ennes | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host