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24/05/2010 - 14h39

Corte de gastos no Reino Unido e commodities ajudam bolsas europeias

SÃO PAULO - Depois de operarem em baixa pela manhã, as bolsas europeias terminaram o pregão desta segunda-feira com tendência positiva, ajudadas pela alta das empresas ligadas a commodities. A preocupação com a situação fiscal dos países da região continua, mas notícias vindas da Inglaterra animaram os investidores.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,13%, para 5.070 pontos; em Paris, o CAC-40 ganhou 0,01%, para 3.431 pontos. A exceção ficou com Frankfurt, onde o DAX terminou aos 5.806 pontos, em baixa de 0,40%.

Diante do receio dos investidores sobre o quadro fiscal dos países europeus, o Reino Unido trouxe uma boa notícia hoje. O ministro das Finanças, George Osborne, anunciou uma redução de gastos de mais de 6 bilhões de libras (US$ 8,7 bilhões) dedicada ao corte do déficit orçamentário do país. Osborne afirmou que a medida inclui 2 bilhões de libras em programas, fornecedores e equipamentos de Tecnologia da Informação (TI), 700 milhões de libras em recrutamento e 500 milhões de libras em despesas de "baixo valor".

Em compensação, na Espanha, o banco Cajasur sofreu intervenção do Banco de Espanha. A medida, segundo a ministra da Economia e Fazenda da Espanha, Elena Salgado, foi tomada para dar um sinal de "firmeza, controle e solvência". As ações dos bancos espanhóis BBVA e Santander caíram 2% e 1,2%, respectivamente, como reflexo da medida.

Ainda falando de Espanha, relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que o país ainda possui grandes desafios, como o déficit fiscal acentuado, uma disfunção no mercado de trabalho, endividamento externo e do setor privado, fraca competitividade e um setor bancário com bolsões de debilidade. O governo espanhol deve ainda adotar o quanto antes a reforma do sistema previdenciário, acrescentou o FMI.

O destaque positivo do dia ficou com os papéis de mineração. Rio Tinto ganhou 1,8% e Anglo American avançou 2%, acompanhando a alta das commodities na bolsa de metais de Londres.

As ações da British Airways subiram 0,9%, apesar do quinto dia de greve dos funcionários de cabine da companhia. Cerca de 70% dos voos programados estão sendo realizados.

Já os papéis da BP recuaram 2,7%. A companhia aceitou pagar uma indenização de US$ 75 milhões pelo derramamento de petróleo no Golfo do México, proposta pelo governo americano. Além disso, a petroleira vai patrocinar um programa de estudos sobre o vazamento de petróleo, com recursos no total de US$ 500 milhões.

(Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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