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24/05/2010 - 11h49

DIs conservam viés de baixa na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros conservam o viés de baixa observado na semana passada, conforme os agentes acompanham o comportamento do cenário externo e o arrefecimento da inflação no mercado local. Na agenda de indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) e as expectativas do Boletim Focus, do Banco Central.

Por volta das 11h45, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 marcava queda de 0,01 ponto, a 9,38%. Julho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,78%. E janeiro de 2011, referência de mercado, declinava 0,02 ponto, a 10,94%.

Entre os longos, o DI para janeiro de 2012 recuava 0,01 ponto, a 12,03%. Janeiro 2013 devolvia 0,02 ponto, projetando 12,31%. E janeiro 2014 também declinava 0,02 ponto, a 12,34%.

Começando pelo IPC semanal, que desacelerou de 0,64% para 0,47%, o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, chama atenção para dois grupos dentro do indicador. Primeiro, os alimentos, que saíram de 1,18% para 0,52%, mostrando que a pressão desse item já foi assimilada. Já o grupo saúde perdeu ímpeto de alta depois do reajustes dos medicamentos.

"A inflação está mais tranquila. O patamar ainda é alto, mas isso é reflexo de coisas que o Banco Central não tem controle", explica.

No Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) completou 18 semanas de alta, com a projeção indo de 5,54% para 5,67%. Para 2011, a mediana segue em 4,80%.

A expectativa de crescimento da economia em 2010 foi revista para cima pela 10ª semana, de 6,30% para 6,46%. Mesmo vendo expansão e preços em alta, os agentes não alteraram a visão quanto ao ciclo de aperto monetário. A Selic estimada para o final do ano segue em 11,75%.

Olhando agora para o cenário externo, Perfeito aponta que a leitura do mercado é que o estresse provocado pelos problemas na Europa leva parte dos agentes a trabalhar com a possibilidade de juros mais baixos ou até mesmo uma parada. A Gradual ainda avalia essa situação e segue com seu prognóstico de alta de juros inalterado em 11,75%.

Ainda de acordo com o especialista, o momento é de muita volatilidade. O que poderia ser feito já foi feito, como o pacote de ajuda e garantia de liquidez pelo Banco Central Europeu (BCE). O que falta, diz o economista, é a Europa planejar uma agenda econômica positiva para tentar reverter as incertezas que pairam sobre a região.

(Eduardo Campos | Valor)

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