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24/05/2010 - 12h23

Dólar segue em baixa; Bancos elevam posição vendida para US$ 9,5 bi

SÃO PAULO - A briga é grande no mercado de câmbio local, mas os vendedores conseguem impor sua vontade. Segundo operadores, quem trabalha pela queda de preço no mercado local são os bancos.
Depois de bater R$ 1,870 no começo dos negócios, por volta das 12h20, o dólar comercial apontava queda de 0,48%, a R$ 1,850 na compra e R$ 1,852 na venda.
No mercado futuro, o ajuste é mais acentuado. O dólar com vencimento para junho caía 0,16%, a R$ 1,854. Mas, antes disso, marcou R$ 1,8715.
O gerente de operações da B & T Associados Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold, disse que, na falta de notícias positivas ou negativas, os agentes passaram a se movimentar por conta própria no mercado local. E basta lembrar que existe espaço para uma correção depois da puxada de alta da semana passada.

No câmbio externo, o euro segue perdendo valor para moeda americana. Depois do repique da semana passada, que levou a moeda a US$ 1,25, o euro volta a oscilar ao redor de US$ 1,23. Entre as commodities, o barril de petróleo ainda busca direção e oscilação ao redor dos US$ 70,00 o contrato de WTI.

Nas bolsas, a instabilidade também é grande. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), reverte ganhos e cai 0,10%. Em Wall Street, o Dow Jones perdia 0,61%, mas o Nasdaq ganhava 0,08%.

De volta ao mercado local, os dados da BM & F sobre o pregão de sexta-feira mostram que os bancos elevaram a posição vendida (aposta pró-real) em mais de US$ 1 bilhão. Com isso, o estoque vendido foi a US$ 9,5 bilhões.

Enquanto os bancos vendem, os estrangeiros compram. Apenas na sexta-feira, foram mais de US$ 1,4 bilhão, que elevou a posição comprada (aposta pró-dólar) no mercado futuro para US$ 5,6 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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