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24/05/2010 - 17h15

Política econômica não mudará com novo governo, diz Loyola

SÃO PAULO - Independentemente de quem vá ocupar a Presidência da República nos próximos quatro anos, a política econômica do Brasil deverá sofrer poucas mudanças. A conclusão é do ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio da consultoria Tendências, Gustavo Loyola, que participou nesta segunda-feira de um seminário promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Segundo Loyola, nenhum dos pré-candidatos à Presidência tem vontade e espaço para mudar radicalmente a economia do país. "Talvez o Serra (José Serra, pré-candidato do PSDB) promovesse um Estado mais eficiente, voltado para objetivos de médio e longo prazo. Já a Dilma (Dilma Rousseff, pré-candidata do PT) manteria o modelo do segundo governo Lula, com a recriação de estatais", avalia.

Loyola demonstrou preocupação com a interferência do atual governo na economia, principalmente no que diz respeito à recriação da Telebrás. Para colocar em prática o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), projeto que inclui a reativação da estatal, o governo pretende investir R$ 13 bilhões até 2014 .
Quanto à atuação do Banco Central, o ex-presidente da instituição acredita que Serra "arrumaria sarna para se coçar" se interferisse na autonomia do órgão. "Isso geraria desconfiança no mercado, por isso, não creio que ele (Serra) vá mexer nisso", disse.

(Francine De Lorenzo | Valor)

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