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25/05/2010 - 13h16

Anac vê espaço para aumentar frequência de voos para Argentina

RIO - A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, afirmou que o governo brasileiro já tentou iniciar as negociações para aumentar o limite de frequência de voos para a Argentina, mas a administração do país vizinho tem se mostrado refratária à possibilidade. Atualmente, as empresas brasileiras utilizam todas as 133 frequências semanais a que têm direito, enquanto as companhias argentinas utilizam apenas 50. Solange estima que as empresas nacionais teriam capacidade de utilizar rapidamente mais 30 frequências semanais, já que a demanda de passageiros para a Argentina está aquecida, crescendo na casa dos 9% ao ano, bem acima dos 6% de avanço para os Estados Unidos e União Europeia.

O superintendente de relações internacionais da Anac, Bruno Dalcolmo, ressaltou que o governo argentino tem se mostrado muito reticente a renegociar os acordos bilaterais. "Eles estão em um momento econômico delicado e a Aerolíneas enfrentou momentos bastante difíceis. É uma forma de evitar uma maior concorrência às empresas argentinas", disse Dalcomo, que participa da Cúpula União Europeia - América Latina da Aviação Civil, no Rio de Janeiro. Solange acredita que o aumento em 30 frequências semanais traria a possibilidade de o tráfego Brasil-Argentina ir para 18% do total de passageiros transportados e recebidos do exterior. Hoje em dia, esse patamar está perto de 16%. A presidente da Anac lembrou que a atual limitação impede que companhias brasileiras, além de TAM e GOL, ofereçam voos para a Argentina. Solange também ponderou que o acordo assinado hoje com a União Europeia para permitir que empresas dos países do bloco econômico sejam consideradas comunitárias não deverá ter efeitos práticos antes do fim de ano, uma vez que obriga as empresas a formar companhias nos países a partir dos quais desejem voar para o Brasil.

Assim, com o acordo bilateral, a partir de 14 de julho, as companhias europeias se tornarão "comunitárias", de forma que uma empresa alemã, por exemplo, poderá oferecer voos diretos entre Brasil e França, desde que crie uma filial francesa. (Rafael Rosas | Valor)

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