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25/05/2010 - 13h11

Dilma classifica como caótica situação dos tributos no país

SÃO PAULO - A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, classificou hoje como caótica a situação dos tributos no país. A petista propôs a desoneração da cadeia de bens de capital. "Há uma sobreposição de legislações e de níveis de incidência de impostos, o que onera empresas e o governo. O ato de arrecadar fica caríssimo. A agenda da reforma, simplificando o sistema, eu tenho defendido. Acredito que seja o grande passo no sentido da competitividade. Ela é a reforma das reformas", frisou Dilma.

Para a ex-ministra, "do ponto de vista da competitividade, a prioridade é desoneração e o estímulo ao investimento, exportação e ao emprego".

Sobre a política fiscal, principal queixa da oposição, Dilma defendeu o corte de gastos públicos, mas não entrou em detalhes. Ela também aproveitou para criticar o governo do PSDB ao declarar que havia um apagão de planejamento no Brasil quando o presidente Lula tomou posse em 2003.

"Não vou ficar falando sobre o apagão de planejamento, de projetos, que havia no governo. Nós superamos uma parte importante desses gargalos. Rompemos anos e anos de estagnação, desemprego e desigualdade", disse. Dilma ainda firmou três compromissos com os empresários. O primeiro é situar a economia brasileira entre as mais ricas. O segundo diz respeito à necessidade de crescer de forma sustentável com taxas adequadas, assegurando a melhora da renda per capita do país. Por fim, prometeu distribuir renda de forma permanente, eliminando a miséria e combatendo a pobreza. Dilma participa de sabatina na Confederação Nacional da Indústria (CNI) junto com José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

(Fernando Taquari | Valor)

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