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25/05/2010 - 11h47

Dólar segue em alta, mas se afasta de R$ 1,90

SÃO PAULO - Os compradores continuam tomando contra do mercado de câmbio local, mas o dólar comercial e os contratos futuros já operam abaixo da linha de R$ 1,90, que tem se mostrando um ponto difícil de se romper.

Depois de bater R$ 1,917 pela manhã, por volta das 11h40, o dólar comercial saía a R$ 1,892 na compra e R$ 1,894 na venda, ainda assim em alta de 1,60%.

No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), avançava 1,12%, a R$ 1,18945. Na máxima a moeda saiu a R$ 1,918.

O tom negativo do dia tem dois focos principais. O primeiro é o setor financeiro europeu. E o segundo é o aumento das tensões entre as Coreias do Sul e do Norte após notícias dando conta de que o líder norte-coreano Kim Jong-il mandou suas tropas ficarem prontas para a batalha.

Na Europa, a Espanha segue no foco, depois que quatro bancos pequenos mostraram intenção de unir para formar um dos maiores bancos do país. Basta lembrar que no final de semana, o Banco de Espanha teve que resgatar o CajaSur, o que trouxe alguma insegurança sobre a saúde do setor financeiro no país.

Segundo o gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, não se sabe se a preocupação com os bancos é tão grave, ou se foi a notícia foi utilizada para encobrir movimentos de grandes vendedores.

De acordo com o especialista, mesmo com a notícia sobre problemas entre os bancos espanhóis não sendo nova, esse movimento de fusão entre instituições menores não deixa de trazer alguma preocupação.

Os problemas na Ásia, segundo o especialista, também chamam a atenção dos agentes, pois essa é a região que mantém um crescimento mais sólido nesse momento de crise.

Olhando agora o mercado futuro de dólar, Puccinelli, aponta que a análise gráfica sugere que o quadro pode ficar complicado se a cotação do contrato de junho for acima, primeiro de R$ 1,904, e depois de R$ 1,912.

Nas bolsas, as vendas são acentuadas. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), perdia mais de 3%, e sofre para defender os 58 mil pontos. Em Wall Street, o Dow Jones caiu mais de 2% e segue abaixo da importante linha dos 10 mil pontos. S & P 500 e Nasdaq também perdiam mais de 2% cada.

De volta ao mercado local, os dados da BM & F mostram uma pequena redução na posição vendida dos bancos no pregão de ontem. Os bancos compraram US$ 286 milhões, soma pouco representativa ante um estoque vendido (aposta pró-real) de US$ 9,2 bilhões. Já os estrangeiros venderam US$ 328 milhões, mas ainda carregam posição comprada (aposta pró-dólar) de US$ 5,4 bilhões.

Agora pela manhã os investidores receberam os dados sobre as contas externas brasileiras. Segundo o Banco Central, a conta de transações correntes do Balanço de Pagamentos brasileiro foi deficitária em US$ 4,58 bilhões em abril, menor que os US$ 5,06 bilhões de março.

Já a entrada de investimentos externos diretos (IED) líquidos no país somou US$ 2,22 bilhões em abril. O Balanço de Pagamentos foi superavitário em US$ 3,49 bilhões em abril. Tal montante resulta de ingresso de US$ 8,38 bilhões na conta de capital e financeira e déficit de US$ 4,583 bilhões na conta corrente. A conta de erros e omissões foi deficitária em US$ 312 milhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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