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25/05/2010 - 19h12

Ibéria defende marco regulatório internacional para setor aéreo

As barreiras para a entrada de empresas estrangeiras no controle de companhias aéreas foram consideradas o maior entrave para a consolidação do mercado brasileiro e da América Latina como um todo. O presidente da Ibéria Líneas Aéreas, da Espanha, António Vasquez, acredita que, para a criação de companhias globais de aviação, seria necessário ter marcos regulatórios multinacionais. "O que não existe hoje é a facilidade regulatória para fazer empresas transoceânicas", disse. Ele acredita ser necessário derrubar barreiras ao capital, à criação de rotas e às operações entre os países. Somente dessa forma, acrescenta Vasquez, será possível criar, de fato, um mercado globalizado para a aviação.

"A indústria de linhas aéreas é veículo de globalização, mas é uma das indústrias que está menos globalizada, devido às barreiras que originam, do ponto de vista da indústria, uma grande fragmentação regulatória", disse.

Diante da fragmentação corporativa ainda existente no setor, Vasquez acredita haver espaço para novas fusões e aquisições. A América Latina teria espaço para crescimento orgânico, com o aumento de frequências e de rotas, além da possibilidade de crescimento não orgânico, com união de companhias já estabelecidas. Perguntado sobre os projetos da Ibéria em relação a possíveis aquisições, o presidente afirmou ter a necessidade de estar "sempre aberto" para isso, mas alertou ser necessário, primeiro, ter que mudar o marco regulatório. "Senão, vai ser impossível", disse. (Juliana Ennes/ Valor)

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