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25/05/2010 - 16h13

Inflação e risco externo seguram DIs em baixa

SÃO PAULO - Mais um pregão de baixa para os mercados de juros futuros. E os direcionadores, segundo o sócio da Oren Investimentos, Jacob Weintraub, continuam sendo o risco externo e agora, com mais intensidade, a melhora da inflação.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para junho de 2010 apontava estabilidade a 9,38%. Julho de 2010 perdia 0,01 ponto, a 9,76%. E janeiro de 2011, o mais líquido do dia, perdia 0,04 ponto, projetando 10,87%.

Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 recuava 0,06 ponto, a 11,95%. Janeiro de 2013 cedeu 0,05 ponto, a 12,24%. E janeiro 2014 devolveu 0,04 ponto, a 12,27%.

Até as 16h15, foram negociados 1.110.450 contratos, equivalentes a R$ 99,69 bilhões (US$ 53,82 bilhões), quase o triplo do registrado ontem. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 450.790 contratos, equivalentes a R$ 43,33 bilhões (US$ 22,85 bilhões).

Segundo Weintraub, pelo lado dos preços, a inflação dos alimentos está surpreendendo para baixo de forma mais acentuada que a esperada. "O que dá um alívio nos vencimentos." Confirmando essa visão estão os Índices de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O IPC da Fipe, divulgado hoje recuou de 0,46% para 0,35% entre a segunda e a terceira prévia. Os alimentos saíram de 0,96% para 0,59%. Ontem, o IPC da FGV mostrou desaceleração de 0,64% para 0,47%. A redução foi liderada pelos alimentos, que saíram de alta de 1,18% para 0,52%.

Fora isso, diz o especialista, o mercado está querendo começar a precificar de forma menos intensa a possibilidade de três ajustes consecutivos de 0,75 ponto percentual na Selic em função da instabilidade externa.

"Existe o risco de menor crescimento da Europa e as commodities já perderam preço de forma acentuada. Achar que o BC vai ser conservador ao extremo é errado. Ele é sensível sim ao cenário externo", explica.

Na gestão do endividamento público, o Tesouro vendeu 550.200 Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) do lote de 750 mil que ofertou. A operação movimentou R$ 1,03 bilhão. Amanhã acontece a segunda etapa, que tem liquidação via troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor)

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