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25/05/2010 - 13h46

Países emergentes ganharam relevância dentro do FMI, diz Strauss-Kahn

SÃO PAULO - Acabou a era em que poucos países tomavam as decisões no Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn.

Ele destacou, durante evento em São Paulo, que países emergentes ganharam papel relevante nas soluções das crises econômicas e no próprio FMI. "Muitos países hoje têm sua voz ouvida (pelo FMI). E isso é mais forte do que era antes", disse o dirigente, rebatendo as críticas de que a entidade, apesar de ser internacional, é comandada na verdade por poucos países mais poderosos, especialmente os Estados Unidos.

Segundo Strauss-Kahn, a América Latina tem péssimas lembranças do FMI devido às ações restritivas da entidade no combate às crises desses países. Ele pondera, no entanto, que muitas medidas do FMI foram acertadas. "Nós também aprendemos com as crises. E uma das lições é que temos que nos adaptar à realidade de cada país." Segundo Strauss-Kahn, o FMI evoluiu também no sentido de dar mais atenção à questão social, de modo que aconselha, dentro de seus planos de reestruturação dos países, medidas de ajuda à população mais afetada pelas restrições impostas pelo Fundo. "Poderíamos ter feito, no passado, tudo que fizemos com menos custo social e impacto no crescimento dos países", confessou. Ele afirmou que isso é uma evolução natural da entidade, que não está necessariamente relacionada à sua gestão.

(Vanessa Dezem | Valor)

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