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25/05/2010 - 16h55

TAM vê possibilidade de expansão no acordo entre Brasil e Europa

RIO - O presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, acredita que o Brasil precisa se abrir cada vez mais para o tráfego internacional de passageiros. Diante do acordo assinado nesta terça-feira entre o Brasil e a União Europeia - que prevê a designação de companhias aéreas dos países membros como europeias e não pelo país de origem -, a TAM estuda inclusive atuar em trechos dentro da Europa, ao invés de fazer apenas a conexão direta com o continente.

Com o acordo firmado entre o Brasil e o continente europeu, a expectativa é de que haja aumento no número de voos internacionais, já que uma companhia alemã, por exemplo, poderá solicitar o trecho a partir de qualquer outro país da Europa para o Brasil. Da mesma forma, uma empresa brasileira poderá realizar voos dentro da Europa. De acordo com Barroso, "onde houver oportunidades de negócios, a TAM poderá entrar", contanto que não se trate de uma área coberta por um parceiro da Star Alliance. "Na verdade, é muito mais eficiente nós usarmos um parceiro do que ter que colocar uma nova base, uma nova equipe", lembrou, frisando a entrada apenas em mercados ainda não atendidos. As companhias brasileiras representam apenas 36% de todo o tráfego diário internacional no país, sendo que o resto é feito por companhias internacionais.

O presidente da TAM acredita que, apesar de o acordo com a Europa significar maior concorrência, ele abre também uma situação favorável para a companhia. "Nós podemos até expandir nosso mercado na Europa". A TAM voa para Paris três vezes ao dia. Voa também para Frankfurt, Madri, Milão e Londres uma vez ao dia. A partir de agosto, vai colocar mais dois voos, ambos a partir do Rio de Janeiro, sendo um para Frankfurt e outro para Londres.

Ainda nos planos internacionais da empresa, a TAM poderá passar a realizar voos diretamente para a Bogotá, na Colômbia. O pleito já foi realizado, mas ainda não está confirmado. Na América Latina, a TAM pretende ampliar também a atuação para a Argentina, cuja capacidade já está totalmente atingida. "Se a Argentina ampliar o tráfego bilateral, nós vamos querer mais voos", admitiu Barroso. (Juliana Ennes | Valor)

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