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26/05/2010 - 21h22

Brasil quer ampliar comércio com a Turquia, afirma Miguel Jorge

SÃO PAULO - O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que os investimentos de empresas brasileiras no exterior devem mostrar recuperação e alcançar US$ 15 bilhões neste ano.

A projeção representa uma alta em relação aos investimentos de US$ 10,1 bilhões registrados em 2009, mas ainda está abaixo do montante de US$ 20,5 bilhões realizado em 2008.

Durante encontro com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, Miguel Jorge disse que a expansão de companhias brasileiras no exterior é tida como ponto estratégico pelo governo. Segundo Jorge, o mercado turco está entre as boas oportunidades de negócios para as empresas brasileiras.

Uma meta traçada pelos governos do Brasil e da Turquia é expandir o fluxo de transações comerciais entre os dois países, de US$ 1 bilhão para US$ 5 bilhões nos próximos anos. "Nossa corrente não alcançou todo o seu potencial", disse o ministro.

Amanhã, o premiê turco e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinarão, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, acordos de cooperação nas áreas aduaneira, agrícola, sanitária e fitossanitária.

Segundo Erdogan, também serão tratados acordos para eliminar a bitributação no comércio entre os dois países, mas essa informação não foi confirmada por fontes do governo brasileiro.

"A Turquia pode ser a porta do Oriente Médio para o Brasil", disse o premiê turco durante evento realizado na Fiesp. Um dos alvos de interesse da Turquia é o mercado automobilístico brasileiro, que deve registrar recorde de produção neste ano.

O governo turco também trabalha para viabilizar um acordo entre o país e o Mercosul. No entanto, o ministro Miguel Jorge disse que nada tem sido discutido nesse sentido, uma vez que a prioridade do bloco comercial sul-americano é fechar tratados com o México e a União Europeia.

Erdogan afirmou ainda que o país conseguiu limitar os efeitos da crise financeira mundial na economia. "Apesar da crise, a Turquia conseguiu melhorar sua nota de crédito nas agências de classificação de risco." (Eduardo Laguna | Valor)

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