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26/05/2010 - 14h12

Claro e Embratel ganham em sinergia e banda larga, dizem analistas

SÃO PAULO - Fusões entre operadoras móveis e fixas sinalizadas esta semana, como a proposta de aquisição do controle acionário da Vivo pela Telefônica - recusada pelos acionistas da Portugal Telecom - e a unificação das operadoras Claro e Embratel, elevam a competitividade das empresas e podem beneficiar a expansão de serviços de banda larga móvel e fixa no Brasil, afirmam analistas da IDC Brasil e do portal Teleco.

A junção entre Claro e Embratel está prevista para os próximos dois meses segundo reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal Folha de S.Paulo, junto a fontes ligadas ao executivo Carlos Slim, que comanda a América Móvil, controladora da Claro que está em processo de compra de ações da Telmex International, empresa detentora do controle da Embratel.
O movimento "reforça um grupo de atuação com abrangência nacional para competir no mercado de banda larga", afirma o presidente do portal Teleco, Eduardo Tude.
De acordo com o jornal, a fusão das operadoras do grupo deve reduzir as despesas operacionais entre 20% e 30%. "É a mesma motivação da Oi ao ter se unido à Brasil Telecom", compara Tude.

"O que eles estão procurando são sinergias entre as operações e o aumento do volume de clientes ´multi-play`, que possuem mais de um serviço contratado, o que reduz a migração de usuários e o índice de inadimplência", afirma o analista de telecomunicações da IDC Brasil, João Paulo Bruder.
A unificação, segundo Bruder, não só eleva a rentabilidade das empresas em termos de gastos por usuário - por meio da oferta de pacotes mais integrados de serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga -, como reduz custos na integração de sistemas de cobrança, atendimento e, principalmente, manutenção da rede.

A estratégia de Slim, já sinalizada com a fusão entre Telmex e América Móvel, no início do ano, não compreende, inicialmente, a operação da NET - controlada pela GB Empreendimentos e Comunicações, empresa formada pela Globo Comunicações e Participações S.A com 51% do capital e pela Telmex com 49% - lembra Eduardo Tude. A legislação atual limita a participação de capital estrangeiro em empresas do segmento a 49% - cenário que pode mudar com a aprovação do Projeto de Lei 29 (PL 29), ainda sem previsão, pelo Congresso Nacional. A proposta inclui a permissão para que empresas de capital estrangeiro controlem companhias de comunicação no país.

As operadoras Claro e Embratel não comentam as declarações de Slim. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que não há qualquer informação na agência a respeito de uma proposta de fusão entre Claro e Embratel.

(Daniela Braun | Valor)

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