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26/05/2010 - 14h51

Com a Copa, supermercados esperam aumento nas vendas de 8

SÃO PAULO - O setor de supermercados está otimista com a previsão do aumento das vendas no período da Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho. Muitos acreditam que já houve uma aumento nas vendas, mas os dados oficiais de maio só serão divulgados em junho, quando será fechado o balanço de maio.

A expectativa é de que, com a ajuda do mundial de futebol, o setor feche 2010 com crescimento no patamar de 8% ante o ano anterior, nível considerado alto, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em 2009, o incremento foi de 6,5% na comparação anual.

A Copa, que terá duração de um mês, deve alavancar as vendas de maio, junho e julho, projeta o superintendente da Abras, Tiarajú Pires.

Tradicionalmente, os televisores deverão ser os campeões de vendas, com expansão de 30% nas vendas. Já as parte de bebidas e petiscos, comprados principalmente nos dias em que a seleção brasileira joga, tem projeção de elevação de 27% e 10%, respectivamente.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as vendas reais de supermercados alcançaram alta de 6,18% na comparação com o mesmo período de 2009. No mês passado, no entanto, o segmento apresentou queda nas vendas de 3,83% por conta do efeito calendário, segundo a Abras.

A aposta está na boa conjuntura econômica do país que deverá contribuir para o desempenho anual positivo dos supermercados, diz Pires, que cita o número recorde de vagas criadas no mercado de trabalho no primeiro quadrimestre e a expansão da massa salarial. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo acumulado até março somou 962.327 novos empregos.

Apesar da elevação nos preço da cesta de 35 produtos de amplo consumo, usada como referência, que subiu 7,94% em abril ante o mesmo mês do ano passado, a inflação não preocupa o setor, diz o superintendente da Abras. Pires acredita que governo, empresas e consumidores aprenderam a lidar com as pressões inflacionárias.
"Entre os empresários, a competição é forte. Não tem mais abertura para crescimento de preço sem ônus imediato", diz Pires. O superintendente da Abras avalia que o Banco Central tem sinalizado que está atento às pressões inflacionárias e diz que o setor supermercadista está seguro quanto à atuação da autoridade monetária.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

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