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26/05/2010 - 11h46

DIs passam por correção e sobem na BM & F

SÃO PAULO - Depois de uma sequência de baixas, os contratos de juros futuros apontam para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Além do espaço para correção, os agentes acompanham a melhora de cena externa, que mostra bolsas e commodities em recuperação.

Por volta das 11h50, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 marcava estabilidade a 9,38%. Julho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,79%. Janeiro de 2011, referência de mercado, ganhava 0,04 ponto, a 10,92%.

Entre os longos, o DI para janeiro de 2012 subia 0,05 ponto, a 12,03%. Janeiro 2013 avançava 0,03 ponto, projetando 12,28%. Janeiro 2014 acumulava 0,02 ponto, a 12,29%.

Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o mercado continua oscilando conforme o ambiente externo. Dias de piora levam os vencimentos a perder prêmio e dias de menor aversão a risco estimulam correções.

Compartilhando essa visão, o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, lembra que o mercado tinha perdido muito prêmio e que cabia algum ajuste, pois faltava incentivo à entrada de novos investidores na curva futura.

Pelo lado doméstico, diz Petrassi, a inflação de alimentos parece mesmo que vai dar uma trégua. O que não parece bom, ainda, é a questão fiscal. Depois de anunciar um corte de orçamento de R$ 10 bilhões, o governo volta a ampliar gasto concedendo benefícios a funcionários públicos.

Fora isso, diz Petrassi, apesar das negativas, ainda há desconfiança de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vetará um reajuste de 7,7% aprovado no Congresso para aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo.

"O governo não ajuda. E o mercado fica mais na defensiva em função do lado fiscal", explica o especialista.

Na agenda do dia, o Banco Central (BC) mostrou que o volume global de crédito do sistema financeiro aumentou 1,1% na passagem de março para abril, para R$ 1,468 trilhão, o correspondente a 45,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em março, o estoque era de R$ 1,45 trilhão, ou 45% do PIB.

Já a taxa média de juros bancários avançou 0,1 ponto em abril, para 34,3% ao ano. Mas está abaixo de abril do ano passado, quando se encontrava em 38,6%.

Ainda foi divulgado que a base monetária (papel moeda emitido mais reservas bancárias) cresceu 1% no mês em abril, somando R$ 160,329 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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