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26/05/2010 - 18h33

Estrangeiro atua forte na compra e garante valorização do Ibovespa

SÃO PAULO - Uma corrida de investidores estrangeiros no fim do dia garantir a alta e o volume expressivo da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mesmo após a virada das bolsas americanas.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,70%, aos 60.190 pontos, e movimentou R$ 9,886 bilhões, no maior giro diário desde o dia 17, quando houve exercício de vencimento de opções.

Já em Wall Street, as bolsas também operaram no azul ao longo da maior parte do dia, mas reverteram a trajetória ao fim da jornada. O índice Dow Jones caiu 0,69%, enquanto o Nasdaq teve desvalorização de 0,68%, e o S & P 500 se depreciou em 0,57%.

Segundo um operador de mercado, a grande ordem de compra na Bovespa ocorreu ao fim do dia, com três dos quatro maiores operadores sendo estrangeiros.

De acordo com ele, o JPMorgan teve compra líquida de R$ 392 milhões, enquanto o Morgan Stanley ficou com R$ 211 milhões, o Merryl Linch com R$ 156 milhões e, do lado doméstico, o Bradesco teve R$ 158 milhões.

O destaque do dia partiu das ações da BM & FBovespa, que dispararam 11,11%, para R$ 12,20, e movimentaram R$ 887,6 milhões.

Novamente o JPMorgan foi o maior comprador dos papéis, com resultado líquido positivo de 23 milhões de ações, ou cerca de R$ 280 milhões pelo valor de fechamento.

Um rebalanceamento da carteira do índice MSCI, com maior peso para os papéis da BM & FBovespa, pode ter sido um dos fatores que estimularam a procura pelos papéis.

Sem notícias negativas na Europa e diante de indicadores mais favoráveis da economia americana, referentes ao setor industrial e imobiliário, os investidores tiveram certa motivação para voltar a comprar. O mercado ainda foi beneficiado pela melhora dos preços das commodities.

"Tivemos indicadores positivos da economia americana que sustentaram a alta de hoje, até em correção aos últimos dias, mas ainda não dá para ficar muito animado. A cautela continua, são momentos apenas de correção", observou o gestor de renda variável da Máxima Asset, Felipe Casotti.

Em análise técnica, o analista técnico da MyCAP, home broker da Icap Brasil, Raphael Figueredo, apontou que o Ibovespa voltou a testar a região de resistência e "divisor de águas" em 60.850 pontos, mas que é preciso rompê-la para dar continuidade ao processo de recuperação, ou seja, para buscar os 61.530 pontos e, posteriormente, os 62.300 pontos.

No âmbito corporativo, além da BM & FBovespa, figuraram entre as maiores altas do dia as ações PN da Vivo, com valorização de 7,56%, a R$ 50,21.

O conflito entre a espanhola Telefónica e a portuguesa Portugal Telecom pela Vivo ganhou mais um episódio hoje. Depois da afirmação da Telefónica sobre a possibilidade do lançamento de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) hostil à portuguesa, o órgão regulador do mercado português pediu explicações à espanhola. Em entrevista ao Financial Times, o diretor financeiro da Telefónica, Santiago Fernandez Valbuena, afirmou que não está afastada a hipótese de lançamento de uma OPA hostil, caso a PT se recuse a vender sua participação na Vivo. Também entre as principais valorizações do dia figuraram as ações ON da mineradora MMX, com apreciação de 6,58%, a R$ 10,2, e ON da Cosan, com alta de 6,00%, para R$ 20,14.

Na noite de ontem, a Cosan revelou, em dados preliminares, que encerrou o quarto trimestre fiscal com receita líquida de R$ 4,393 bilhões, um aumento de 87,0% em relação aos R$ 2,349 bilhões apurados em igual período do ano passado.

Já entre as maiores quedas do Ibovespa, as ações PN da AmBev caíram 2,44%, a R$ 170,10, enquanto os papéis ON da Brasil Ecodiesel cederam 2,35%, para R$ 0,83, e os PN da Gol perderam 2,03%, a R$ 19,7.

Na lista de maiores volumes do dia, destaque para os papéis PNA da Vale, que caíram 1,46%, a R$ 39,61, e giro de R$ 1,031 bilhão, além das ações PN do Itaú Unibanco, com alta de 3,36%, para R$ 33,19, e volume de R$ 693,1 milhões. Já os papéis PN da Petrobras subiram 1,88%, a R$ 27,05, e volume de R$ 553,8 milhões.

Foi acertado hoje o preço que o Bank of America receberá por American Depositary Share (ADS) que está vendendo do Itaú Unibanco em acordo celebrado com a Itaúsa. O preço do recibo que corresponde a ação ordinária é de US$ 16,00.

Pelos termos do acordo, a Itaúsa comprará 56.476.299 ações ordinárias, o que corresponde a um desembolso de US$ 903,62 milhões. Com isso, a participação direta e indireta detida pela Itaúsa no capital social do Itaú Unibanco passará de 35,43% para 36,68%.

(Beatriz Cutait | Valor)

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