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26/05/2010 - 17h11

Governo não cogita aumentar meta de superávit primário, diz Augustin

BRASÍLIA - As boas perspectivas de aumento de receita do governo ainda não dão margem para aumento na meta de superávit primário do setor público consolidado, de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), reiterou há pouco o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Ele ponderou que há que ter cautela com a crise na União Europeia.

"Neste momento, não se discute isso no governo. Acho cedo para falar em aumentar a meta de superávit, pois se de um lado temos a economia brasileira em momento positivo, de outro lado temos os vizinhos europeus numa crise muito grande, cujas consequências a agente não pode ainda dimensionar. Então, é preciso ter cuidado", ponderou o secretário.

Ele complementou que "se a situação for muito boa, e a receita superar" as projeções, o governo poderá avaliar mudança na meta de superávit.

Ele lembrou que em 2008, o governo esperou a confirmação de volumes superiores à economia prevista para pagamento dos juros da dívida, e transferiu recursos para o Fundo Soberano do Brasil.

Augustin citou ainda que não vê um "aquecimento desequilibrado" na atividade, mas de forma preventiva o governo continuará tomando atitudes fiscais contracionistas, para não atiçar a inflação.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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