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26/05/2010 - 15h48

Oferta do BB pode passar de R$ 10 bilhões; reserva abre em 18 de junho

SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BB) apresentou de forma mais detalhada os termos de sua nova oferta de ações primária e secundária, que pode passar de R$ 10 bilhões. Ao todo serão ofertadas 356.849.660 ações ordinárias, sendo 286 milhões em oferta primária e outras 70.849.660 ações de titularidade do BNDESPar, braços de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, do Fundo de Investimento Caixa Garantia Construção Naval Multimercado (FI-FGCN) e do Fundo de Investimento Caixa FGHAB Multimercado (FI-FGHAB).

Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 25,52, a distribuição soma R$ 9,1 bilhões. Se o lote suplementar de 15% for integralmente colocado, o montante chega a R$ 10,1 bilhões.

Os atuais acionistas têm direito de preferência para a compra dos papéis, mas a proporção ainda não foi definida. Esse direito poderá ser negociado privadamente e o preferencialista também poderá preencher pedidos de reserva no âmbito da oferta de varejo. "Caso a totalidade dos acionistas exerça o seu direito de preferência, a totalidade de ações objeto da oferta primária poderá ser destinada exclusivamente aos acionistas", alerta o prospecto.

Pelo cronograma estimado da operação, os pedidos de reserva para varejo vão do dia 18 ao dia 28 de junho. Na oferta preferencial a reserva acaba mais cedo, dia 22 de junho. O preço de emissão dos papéis deve ser fixado dia 29 e os papéis estarão disponíveis à negociação no dia 1 de julho.

Atendido os acionistas é a vez do pequeno investidor, que poderá participar da oferta com no mínimo R$ 200 por meio de aplicações em cotas de um único Fundo FIA-BB, e com R$ 1 mil via compra direta.

Os funcionários também podem participar e têm fatia de 10% da oferta de varejo, nesse caso o valor mínimo é de R$ 1 mil. O banco também disponibiliza um plano de incentivo que facilita a compra de ações pelos funcionários, como compra direta à vista com bônus de 12%, ou compra direta financiada com bônus de 6,72%. Se o funcionários aderir ao plano, fica proibido de vender as ações por 120 dias.

Vale lembrar que o principal objetivo da operação é ampliar o capital em circulação ("free float") do banco para 25%, mínimo exigido pelas regras do Novo Mercado, segmento de governança corporativa em que o BB está listado. Pelo prospecto, atualmente a flutuação do BB é de 21,7%, e vai a 32% com a venda dos ativos.

Também de acordo com o prospecto, 85% do dinheiro obtido com a venda de novas ações, algo como R$ 7 bilhões, será destinado a ampliar a base de capital do BB, o que permitirá aumentar o tamanho da carteira de crédito. Os 15% restantes serão utilizados também para o reforço da base de capital.

(Eduardo Campos | Valor)

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