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26/05/2010 - 11h05

Telebrás acabará com "zona de conforto" das teles

BRASÍLIA - O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, considera que a atuação da estatal irá interferir na "zona de conforto" da companhias de telecomunicações que se constituiu desde a privatização do setor.

Para o presidente da Telebrás, as empresas de telecomunicações estão acomodadas nos principais mercados do país onde dispõem de infraestrutura de rede e não buscaram a inovação e novos mercados.

Santanna avalia que os 31 mil quilômetros de fibras óticas que a Telebrás irá gerenciar possibilitarão o incremento de concorrência no setor.

"A Telebrás cumprirá o papel de oferecer uma estrutura para estabelecer uma concorrência onde não há", afirmou Santanna ao participar de audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, no Senado.

Santanna acredita que a acomodação das empresas nos grandes centros urbanos do Brasil foi reforçada pela falta de oportunidades de mercado que seriam proporcionadas por um número maior de oferta de rede no atacado.

"Por que a Telefônica não oferece serviços no Amazonas e no Acre? Simplesmente, porque não tem rede. Por que a Oi não concorre com a Telefônica, em São Paulo? Certamente, porque não tem infraestrutura por lá", disse o presidente da Telebrás.

Durante a audiência, o presidente da estatal provocou as concessionárias de telefonia fixa ao dizer que as companhias não aproveitaram o crescimento do poder de consumo da população nos últimos anos. Segundo Santanna, o aumento do poder de compra da população nordestina, em especial, foi praticamente desprezado pelas empresas.

Santanna afirmou que a Telefônica, por exemplo, ignorou o crescimento da classe C no país e, por isso, a redes da companhia entraram em colapso no ano passado ao não suportar o aumento da demanda no Estado de São Paulo.

(Rafael Bitencourt | Valor)

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