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27/05/2010 - 20h35

Caixa volta ao quarto lugar em ranking de fundos de investimentos

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal voltou a ocupar o quarto lugar no ranking de fundos de investimentos promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

O banco ampliou o portfólio de produtos e conquistou um novo grupo de investidores que não estavam no foco. " A Caixa sempre foi forte em fundos de renda fixa e de varejo. Nos últimos anos, o banco tem diversificado os seus tipos de fundos e de clientes", diz Celso Zanin, superintendente nacional de Desenvolvimento de Produtos de Ativos de Terceiros da Caixa.

O número de fundos exclusivos saltou de 37, no final de 2007, para 83, em 2010. "Vamos continuar a investir nos fundos de varejo, mas daremos ênfase aos fundos exclusivos", acrescente Zanin. O banco pretende ainda lançar de dois a cinco fundos setoriais neste ano. Já em junho, o banco vai abrir o fundo de investimento protegido número 4, em substituição ao número 3, que vence no mesmo mês.

A atuação da Caixa durante a crise, praticando taxas de juros menores e dando continuidade à irrigação do mercado com crédito, mais que dobrou a sua participação em segmentos como fundos exclusivos de grandes empresas O patrimônio líquido dos fundos de investimentos da Caixa alcançou o valor de R$ 109,04 bilhões em abril de 2010 e 7,31% da participação no mercado. Esse resultado representa um crescimento de 10% comparado com outubro de 2009, quando a Caixa tinha uma participação de 7,26% e R$ 98,56 bi em patrimônio.

O crescimento do patrimônio líquido da Caixa na área foi sustentado pelo resultado dos próprios fundos de investimentos, sem fusões ou aquisições, e está acima do crescimento do mercado desde 2008. Nesse ano, a Caixa cresceu 16,54%, enquanto a indústria teve retração de 2,56%. Em 2009, o mercado retomou o crescimento com o índice de 25,73%, enquanto a Caixa cresceu 33,77% no período.

A meta da Caixa para 2010 é captar R$ 10,3 bilhões em seus fundos de investimentos. No primeiro quadrimestre, o banco já atingiu 30% da meta. Para Tarragó, "o movimento da Caixa em relação aos fundos está começando agora. Percebemos que temos muito potencial para crescer. Não precisamos abrir mão da captação de um produto, como poupança, para captar em outro produto, como fundo, pois os perfis dos clientes são diferentes".

Tatiana Schnoor | Valor

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