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27/05/2010 - 17h22

Dólar cai forte e acumula baixa de 1,88% na semana

SÃO PAULO - Os vendedores pautaram o pregão de câmbio desta quinta-feira de ponta a ponta e o dólar comercial teve a maior queda percentual diária em quase três semanas.

Ao final da jornada, o dólar comercial valia R$ 1,824 na compra e R$ 1,826 na venda, queda de 1,72%. Com isso, a moeda passa a acumular queda de 1,88% na semana, mas ainda sobe 5,06% no mês.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o volume segue irrisório. Foram apenas dois negócios que somaram US$ 1 milhão, sendo que o primeiro deles aconteceu só na metade da tarde. Nesse mercado, o preço do dólar caiu 1,52%, valendo R$ 1,815 na venda. Já no interbancário giro estimado ficou ao redor dos US$ 2,5 bilhões.

No mercado de dólar futuro, onde os negócios ainda acontecem, o dólar para junho caía 2,77%, para R$ 1,8215, antes do ajuste final de posições.

Segundo o gerente da mesa de câmbio da BGC Liquidez, Francisco Carvalho, a única verdade é que o mercado está volátil e tal cenário deve continuar. "Amanhã, o dólar até pode continuar caindo, mas não existe nenhum tipo de garantia quanto a isso." O ponto importante, na visão de Carvalho, é que a aversão ao risco está diminuindo, mesmo que de forma bastante gradual. "Se isso continuar acontecendo, aí sim o mercado pode engatar uma melhora." Hoje, o gatilho para a demanda de ativos de risco foi a China, que negou a reportagem divulgada ontem de que iria rever seus investimentos em euros.

A negativa da China deu fôlego também às bolsas e às commodities e tirou o euro de próximo das mínimas dos últimos quatro anos. A moeda saiu da linha de US$ 1,21 para US$ 1,23.

Olhando agora para os fatores domésticos, Carvalho não descarta que os bancos possam forçar um movimento de baixa no preço da moeda, já que estão vendidos em mais de US$ 9,3 bilhões em dólar futuro. "E se o mercado estiver ajudando, os bancos vão para cima mesmo", diz.

Vale lembra que na segunda-feira acontece a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume) que liquidará esses contratos. Para os vendidos, quanto mais baixo o valor do dólar melhor. No outro lado da conta estão os estrangeiros, que carregam posição comprada, ou seja, estão apostando no dólar, de US$ 5,4 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor)

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