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27/05/2010 - 15h53

Ibovespa se aproxima dos 62 mil pontos; ações da Vale sobem mais de 5%

SÃO PAULO - No segundo pregão de alta, o Ibovespa avança mais de 2% e se aproxima dos 62 mil pontos. A melhora do ambiente internacional está deixando os investidores mais tranquilos nesta quinta-feira, embora analistas não descartem mais volatilidade para o curto prazo.

Por volta das 15h45, o Ibovespa avançava 2,58%, para 61.742 pontos, com giro financeiro de R$ 5,061 bilhões.

A declaração feita pela China de que não pretende se desfazer de bônus europeus e a aprovação de um pacote de austeridade de 15 bilhões de euros pelo Parlamento espanhol são as justificativas dos agentes para retomarem as compras nesta jornada.

A alta do mercado acionário é generalizada. Nos Estados Unidos, instantes atrás, o índice Dow Jones subia 2,33%, o Nasdaq se apreciava em 3,18% e o S & P 500 tinha ganhos de 2,71%.

"A notícia da China trouxe cautela para o mercado ontem e a negação de hoje gerou um novo ânimo para os investidores. Além disso, os governos na Europa estão mostrando certo comprometimento com a crise, que era o que o mercado esperava. Desde a semana passada, a força vendedora perdeu um pouco de força e poderíamos estar até melhores, já que há muita ação barata", ressaltou o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger.]
Entre os papéis com preços mais "convidativos", Brugger citou os da Vale, que estão entre os destaques positivos deste pregão.

Há pouco, as ações PNA da Vale subiam 5,37%, a R$ 41,74, e os papéis ON se apreciavam em 5,61%, a R$ 49,08.

Depois de visita recente feita à China, o Morgan Stanley divulgou relatório ressaltando que o mercado de capitais está com uma reação exagerada ao temor de desaceleração chinesa.

"Continuamos confiantes no consumo chinês de metais no longo prazo, com o setor de minério de ferro particularmente atraente", ressaltou a instituição, em relatório.

Ao comentar sobre a possibilidade de uma bolha no setor imobiliário chinês, o Morgan Stanley observou que a economia do país ainda é relativamente fechada e que os consumidores têm poucas alternativas de investimento e que não estão altamente alavancados.

"Estas condições sustentam a visão de que uma forte deterioração na atividade de construção é um cenário base improvável", observou.

Embora esteja estrategicamente cauteloso em relação às próximas semanas, diante dos problemas fiscais na Europa, o Morgan Stanley reiterou a recomendação de "overweight" para as ADRs da Vale, com preço-alvo de US$ 38,00 para dezembro de 2010.

"Reuniões com produtores de aço e de minério de ferro confirmam que a produção doméstica de minério na China está atingindo seu ponto máximo, e que os custos marginais são provavelmente mais elevados que as estimativas. Acreditamos que a China continuará a ser altamente dependente de minério de ferro importado, o que favorece empresas que podem fornecer volumes superiores a do país, com uma logística estabelecida", apontou o Morgan Stanley.

(Beatriz Cutait | Valor)

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