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27/05/2010 - 19h41

Mantega volta a rebater aumento de 7,7% para aposentados

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, usou hoje o argumento da necessidade de contração fiscal com controle inflacionário para voltar a defender o veto ao reajuste de 7,7% dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.

"Não está sobrando dinheiro, e essa concessão jogaria mais recursos na economia já aquecida", argumentou Mantega.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou a decisão sobre o veto. O ministro mantém sua proposta de nova Medida Provisória que garanta a continuidade do pagamento dos 6,14%, como abono salarial.

Bernardo disse ainda ser contra o reajuste salarial para servidores do Judiciário e Ministério Público, cujo projeto em tramitação no Congresso pode representar despesa adicional de US$ 7 bilhões, segundo o ministro.

Mantega disse que, a despeito da boa arrecadação tributária até agora, "as receitas estão dentro do esperado", e não daria para acomodar no Orçamento mais R$ 1,7 bilhão em gasto adicional da Previdência Social, que os 7,7% de reajuste aos aposentados representariam.

O ministro destacou que o governo vem adotando cautela para não aquecer ainda mais a economia, tendo anunciado um corte de R$ 10 bilhões nas despesas da máquina pública. O decreto presidencial detalhando os cortes sai na próxima segunda-feira.

(Azelma Rodrigues | Valor)

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