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27/05/2010 - 12h53

Romi estende mais uma vez prazo da oferta pela Hardinge

SÃO PAULO - A Indústrias Romi anunciou que vai estender mais uma vez sua oferta para adquirir todas as ações em circulação da americana Hardinge. O prazo, que estava previsto para expirar ontem, agora está prolongado para o dia 18 de junho, informou a empresa.

"Ao longo das últimas semanas, tivemos a oportunidade de desenvolver um diálogo produtivo com muitos acionistas da Hardinge", afirmou em nota Livaldo Aguiar dos Santos, presidente da Romi, justificando a prorrogação do prazo. De acordo com o executivo, há indicações de que um grande número de acionistas quer que a Hardinge retire as defesas contra aquisição e negocie uma transação com a Romi. Segundo o comunicado da brasileira, houve uma resposta positiva dos acionistas detentores de 38% das ações em circulação da Hardinge. Cabe lembrar que a operação, além da retirada dos mecanismos de defesa à aquisição (pílula de veneno), depende da adesão de pelo menos dois terços do capital.

O anúncio evidencia a persistência da fabricante de máquinas-ferramenta na aquisição da Hardinge, que produz tornos, centros de usinagem e retificadoras. Esta é a segunda vez que a Romi prorroga o prazo de sua oferta pública de aquisição (OPA). Ainda neste mês, a empresa decidiu elevar em 25% o valor da oferta, que passou de US$ 8 para US$ 10 por ação. No entanto, o conselho de administração da Hardinge rejeitou a nova proposta, alegando que era inadequada, oportunista e fora dos interesses da empresa e seus acionistas. A companhia brasileira já vem desde 2009 tentando conversar com o conselho da americana.

Os US$ 10 por ação propostos pela Romi representam um prêmio de 105% com relação ao preço de fechamento da ação da Hardinge em 14 de dezembro do ano passado. O investimento da Romi na aquisição de 100% das ações da americana pode chegar a US$ 116,9 milhões.

"Não acreditamos que o modelo de negócio atual da Hardinge, como empresa independente, entregará valor equivalente ou superior, dada a incerteza em torno da magnitude de uma potencial recuperação no setor", concluiu Santos.

Por outro lado, quando a Hardinge negou a nova oferta, o membro do conselho e presidente-executivo da empresa, Richard L. Simons, argumentou que a Hardinge está bem posicionada para aproveitar a recuperação da indústria de máquinas e equipamentos.

(Vanessa Dezem e Eduardo Laguna | Valor)

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