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31/05/2010 - 16h05

Dilma defende uso de fundos de pensão para viabilizar infraestrutura

SÃO PAULO - A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, defendeu hoje o uso dos fundos de pensão para garantir os financiamentos de infraestrutura.

Segundo ela, a economia brasileira não pode depender apenas dos recursos do BNDES. "Temos investido basicamente com o BNDES. Os recursos são sempre para empresas privadas. Não podemos continuar assim", afirmou Dilma, após participar do fórum "Brasil, a construção da quinta maior economia do mundo", promovido pela revista Exame.

A ex-ministra lembrou que algumas empresas utilizam o mercado de capitais para investir. "Não conseguiremos o funding da infraestrutura sem a presença dos fundos de pensão, atuando de forma mais forte. Há ainda a possibilidade do lançamento de debêntures e financiamento privado de longo prazo", acrescentou.

Dilma avaliou que o Brasil pode crescer 5% ao ano sem gerar pressões inflacionárias. Para isso, os investimentos devem atingir 22% do PIB, o que contribuiria para que a oferta de crédito alcançasse 70% do PIB.

A petista também afirmou que a manutenção da política social do atual governo será fundamental para erradicar a pobreza extrema no país. Sem isso, argumentou, o Brasil nunca será um país desenvolvido.

"Temos que manter essa visão de política social de crescer e distribuir renda, que rompeu com ideia que existia até 2003, de que era preciso crescer para depois repartir o bolo", frisou Dilma, depois de ressaltar que no governo Lula 24 milhões de pessoas saíram da miséria.

Segundo ela, o Brasil tem uma agenda favorável que lhe permite se tornar uma economia desenvolvida. "Saímos de uma área de estagnação, desemprego e desigualdade para entrarmos numa fase de desenvolvimento, distribuição de renda e emprego formal", disse Dilma, sem perder a oportunidade de alfinetar o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Questionado sobre o papel do vice-presidente na administração, Dilma observou que ele deve ter ideias afinadas com o presidente. Para ela, o país tem uma tradição de vices de alto nível e citou como exemplo José Alencar, que ocupa atualmente o cargo. "Portanto, o vice não é alguém dispensável, até porque, na ausência do presidente, ele assume." (Fernando Taquari | Valor)

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