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31/05/2010 - 16h26

DIs fecham em baixa em pregão de fraco volume

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros de prazo mais dilatado marcam um novo pregão de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). No entanto, a movimentação da curva perde expressividade em função do baixo volume negociado.

Refletindo o feriado em Wall Street e em Londres, a tomada de posições foi reduzida. Até as 16h15, foram negociados apenas 254.615 contratos, equivalentes a R$ 22,63 bilhões (US$ 12,41 bilhões), cerca de um quarto do registrado na sexta-feira. O vencimento janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 76.275 contratos, equivalentes a R$ 7,16 bilhões (US$ 3,93 bilhões).

Antes do ajuste final de posições na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento o junho de 2010 marcava estabilidade a 9,38%. Julho de 2010 subia 0,01 ponto a 9,86%. Mas janeiro de 2011, o mais líquido do dia, recuava 0,02 ponto, projetando 10,96%.

Entre os longos, o contrato para janeiro de 2012 marcava baixa de 0,06 ponto, a 11,98%. Janeiro de 2013 recuava 0,04 ponto, a 12,22%. E janeiro 2014 perdia 0,05 ponto, a 12,23%.

Na avaliação do analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, sem grandes novidades no mercado externo, que vinha atuando como principal direcionador do mercado de juros, as taxas oscilaram na expectativa dos números de produção industrial que serão apresentados amanhã e devem mostrar um recuo marginal na produção.

Captando o fim dos incentivos ao setor automotivo, a projeção deve recuar de 1,3% a 1,7%, conforme expectativas de agentes de mercado, na passaram de março para abril. No comparativo anual, no entanto, o crescimento ainda deve rondar 15%.

Outro ponto destacado pelo especialista foi o boletim Focus, do Banco Central, que mostrou que a expectativa de inflação parou de piorar.

Segundo Goulart, tal movimento tem relação com a melhora expressiva nas coletas de preço, que mostram contínua queda no preço dos alimentos.

Depois de 18 semanas consecutivas de alta, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fim de 2010 parou de subir. A sondagem do BC mostrou mediana em 5,67%, a mesma da semana passada. Já o prognóstico para a inflação oficial em 2011 permaneceu em 4,8% pela sétima semana. E a expectativa de 12 meses cedeu de 4,81% para 4,76%. Vale lembrar que o centro da meta é de 4,5%.

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) subiu marginalmente, de 6,46% para 6,47%. Já a expectativa para a Selic no fim de 2010 permaneceu em 11,75%.

Nas previsões de curto prazo, a projeção para IPCA de maio ficou em 0,45%, algo esperado em função do melhor comportamento dos preços dos alimentos. E para a reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom) a mediana sugere novo aperto de 0,75 ponto percentual, com a Selic saindo de 9,5% para 10,25%.

Além da menor liquidez, o mercado também lidou com um problema técnico que manteve o pregão inoperante por mais de duas horas na manhã desta segunda-feira.

Segundo nota oficial da BM & fBovespa, "devido a problemas experimentados por um grupo de corretoras com as telas de negociação GLWIN, a negociação do GTS foi suspensa entre 10h05 e 11h03".

No entanto, mais de um operador de mercado relatou que os problemas começaram na abertura dos negócios (9 horas) e que preços distorcidos chegaram as ser registrados no GTS, plataforma de negociação do ambiente BM & F.

(Eduardo Campos | Valor)

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