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31/05/2010 - 20h38

Dólar foi o melhor investimento do mês, com alta de 4,78%

SÃO PAULO - Maio ficou para trás e pode ser lembrado, pelo menos por ora, como mês da crise da Europa. Um problema antes concentrado na pequena economia grega se espalhou e atingiu toda a região, fazendo os mercados globais passarem por episódios de volatilidade, que trouxeram à memória os pregões do auge da crise financeira de 2008.

Dentro de tal ambiente, acertou o investidor que correu para os ativos que ganham rótulo de "proteção" em momentos de incerteza.

Mesmo perdendo fôlego no final do mês, o dólar comercial apresentou alta 4,78% no mês de maio, melhor resultado dentro do ranking de investimentos acompanhados pelo Valor Online.

A segunda melhor opção e clássico porto seguro foi o ouro. O metal precioso teve acréscimo de 4,35% na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Fechando a lista de ganhadores estão as aplicações em renda fixa. O CDI apresentou variação positiva de 0,75%, e o CDB também subiu 0,75%. Já a clássica caderneta de poupança teve avanço de 0,55% no mês.

No outro extremo da lista está a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que captou com maior intensidade o movimento de aversão a risco e fuga de recursos. Uma retomada nos últimos pregões ajudou a reduzir as perdas no mês, que chegaram a passar de 10%. Mas, ainda assim, o Ibovespa terminou maio devendo 6,64%. Tal variação negativa fez desse o pior mês para a Bovespa desde outubro de 2008, quando o índice afundou 24,8%, no auge da crise financeira.

Como a crise atual pegou em cheio a crença na moeda comum europeia, não é de se estranhar que o euro tenha perdido valor. A divisa fechou o mês com baixa de 2,93%.

Olhando agora o desempenho desses mesmos ativos no ano, temos o ouro como melhor pedida, acumulando alta de 16,13%. Com variação mais modesta, mas ainda assim positiva, o dólar comercial têm valorização de 4,48% agora em 2010.

Liderando as perdas no ano está o euro, que já está 10,8% mais barato. A Bovespa vem logo atrás, com desvalorização de 8,08% em cinco meses.

Já na renda fixa, o CDI ganha 3,47%, e o CDB sobe 3,57%. A caderneta de poupança tem retorno de 2,66%.

(Eduardo Campos | Valor)

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