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31/05/2010 - 17h38

Dólar termina a R$ 1,821 e fecha mês 4,74% mais caro

SÃO PAULO - Depois de três pregões seguidos de alta, o dólar comercial passou por leve ajuste de alta nesta segunda-feira, e encerra o mês de maio 4,78% mais caro. Hoje, a moeda caiu a R$ 1,805, mas terminou a jornada valendo R$ 1,821 na venda, valorização de 0,60%.

Já na roda de "pronto", da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o dólar caiu 0,20%, a R$ 1,818. O volume ficou em US$ 45,75 milhões, contra US$ 155,5 milhões na sexta-feira.

No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na BM & F, recuava 0,05%, a R$ 1,817. Esse contrato será liquidado hoje e, a partir de amanhã, a referência de mercado passa a ser o dólar para julho, que era negociado a R$ 1,822, alta de 0,16%, antes do ajuste de posições.

No mercado interbancário, o giro estimado somou US$ 3,2 bilhões, volume baixo para dias de formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume).

Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, foi um dia complicado, primeiro pelo feriado no mercado externo, e mais do que isso, pelos problemas operacionais que impediram os negócios durante parte da manhã na BM & F.

Segundo Medeiros, essa parada que durou cerca de duas horas atrapalhou a formação da Ptax, mas, ainda assim, a estratégia dos bancos deu certo. A taxa deve fica próximo de R$ 1,816, menor que as taxas de venda das instituições.

Ainda de acordo com o especialista, os agentes acompanharam as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sobre contas externas e câmbio. E os comentários sobre o cenário externo, que segundo a autoridade preocupam a todos.

O trader de renda fixa e câmbio do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella, acredita que os problemas na BM & F não atrapalhar muito a formação de preço, pois era feriado no mercado externo.

De fato, os agentes perderam tempo de negociação, mas o trader também concorda que os vendidos conseguiram fazer valer sua estratégia.

Pelos últimos dados disponíveis, a posição dos bancos na sexta-feira era vendida (aposta pró-real) de US$ 8,5 bilhões. Já os estrangeiros tinham posição comprada (aposta pró-dólar) de US$ 3,35 bilhões.

Agora temos que esperar os próximos dados para tentar descobrir o quanto dessas posições será liquidada e o quanto foi rolada para o próximo mês. Pelos dados da própria BM & F, desde a semana passada uma grande quantidade de contratos de dólar era rolada de junho para julho.

Dando atenção ao problema técnico, segundo nota oficial da BM & fBovespa, "devido a problemas experimentados por um grupo de corretoras com as telas de negociação GLWIN, a negociação do GTS foi suspensa entre 10h05 e 11h03".

No entanto, mais de um operador de mercado relatou que os problemas começaram na abertura dos negócios (9 horas) e que preços distorcidos chegaram as ser registrados no GTS, plataforma de negociação do ambiente BM & F.

(Eduardo Campos | Valor)

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