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31/05/2010 - 12h31

Expectativa de inflação para de piorar e juros futuros recuam na BM & F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros marcam novo pregão de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, comentou que os contratos reagem à tranquilidade do cenário externo e às projeções do Boletim Focus, do Banco Central (BC).

Depois de 18 semanas consecutivas de alta, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fim de 2010 parou de piorar. A sondagem do BC mostrou mediana em 5,67%, a mesma da semana passada. Já o prognóstico para a inflação oficial em 2011 permaneceu em 4,8% pela sétima semana. E a expectativa de 12 meses cedeu de 4,81% para 4,76%.

Por volta das 12h25, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2010 subia 0,01 ponto, a 9,86%. Mas janeiro de 2011, referência de mercado, declinava 0,02 ponto, a 10,96%.

Entre os longos o ajuste era mais acentuado, o DI para janeiro de 2012 diminuía 0,06 ponto, a 11,98%. Janeiro 2013 recuava 0,05 ponto, projetando 12,21%. E janeiro 2014 também retrocedia 0,05 ponto, apontando 12,23%.

Para Nepomuceno, no entanto, esse movimento de baixa nos vencimentos já estaria chegando a seu limite. Para o estrategista, não há motivo para apostar que o BC possa reduzir o ritmo de alta na Selic para 0,5 ponto percentual na reunião da semana que vem.

Na visão de Nepomuceno, a movimentação no mercado futuro deve se concentrar em tentar descobrir quando o BC irá encerrar o ciclo de aperto.

Para o especialista, a autoridade monetária não tem como fugir muito de ao menos duas altas de 0,75 ponto, em junho e julho, mesmo com outras medidas que pode lançar mão, como aumento de compulsórios, algo que saiu da pauta em função do agravamento da crise europeia.

De volta ao Focus, a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) subiu marginalmente, de 6,46% para 6,47%. Já a expectativa para a Selic no fim de 2010 permaneceu em 11,75%.

Nas expectativas de curto prazo, a projeção para IPCA de maio ficou em 0,45%, algo esperado em função do melhor comportamento dos preços dos alimentos. E para a reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom) a mediana sugere novo aperto de 0,75 ponto percentual, com a Selic saindo de 9,5% para 10,25%.

Além da menor liquidez, resultado dos feriados em Wall Street e Londres, o mercado também lidou com um problema técnico que manteve o pregão inoperante por mais de 2 horas na manhã desta segunda-feira.

(Eduardo Campos | Valor)

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