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31/05/2010 - 15h05

Feriados nos EUA e Inglaterra deixam bolsas europeias sem tendência

SÃO PAULO - Sem a referência dos mercados americano e londrino, fechados hoje devido a feriados, as bolsas europeias operaram sem direção definida. Entre as notícias que influenciaram os mercados estão declarações de executivos do Fed sobre a economia americana, o rebaixamento da Espanha pela Fitch e ainda dos dados da economia japonesa.

Entre os principais mercados, o CAC-40, de Paris, perdeu 0,21%, para 3.508 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, subiu 0,31%, para 5.964 pontos. Na Espanha, o Ibex 35 subiu 0,97%, para 9.426 pontos, e na Grécia, o ISE perdeu 1,24%, para 1.551 pontos.

O rebaixamento da nota da Espanha pela Fitch, de "AAA" para "AA+" anunciada na sexta-feira após o fechamento dos mercados europeus, não provocou grande impacto nas bolsas locais, tanto que o pregão espanhol fechou em terreno positivo. Os investidores deram mais atenção aos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Charles Evans, que afirmou que a economia americana está no rumo da recuperação, mesmo com as incertezas trazidas pela crise da dívida da Europa.

O presidente do Fed na Filadélfia, Charles Plosser, também vê a continuidade de ímpeto na atividade econômica americana. "Exatamente agora as perspectivas para o crescimento continuado nos Estados Unidos permanecem relativamente sólidas", declarou. Na França, o ministro do Orçamento, Francois Baroin, disse que manter a nota "AAA" da dívida soberana do país nas agências de classificação de risco será difícil, sem alguns apertos fiscais.

Já no Japão, a produção industrial do aumentou 1,3% entre março e abril. Foi o segundo mês seguido com alta no indicador. No comparativo com abril de 2009, houve elevação de 25,9%.

As ações da BP não foram negociadas hoje em Londres, mas no mercado alemão, os papéis despencaram, 6,8%, refletindo o fracasso do plano da companhia para conter o vazamento de petróleo no Golfo do México. O evento já é considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

(Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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