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31/05/2010 - 19h32

Serra critica baixo nível de investimentos do setor público

SÃO PAULO - O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, avaliou hoje que os investimentos devem ficar acima de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) para o país ter condições de crescer 4,5% ao ano e atingir a meta, em 2040, de se tornar na quinta maior economia do mundo.

Para o tucano, o problema não está no setor privado, onde observou que há poupança potencial para os aportes. "Se outras condições forem dadas, o investimento privado vai aumentar muito no país", afirmou Serra durante sua exposição no fórum "Brasil - A Construção da 5 ª Maior Economia do Mundo". "O investimento governamental é um dos mais baixos do mundo", acrescentou o ex-governador paulista para depois ressaltar que a falta de infraestrutura também inibe os aportes privados. Durante boa parte de sua fala, Serra procurou apontar a falta de planejamento no governo Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu, se eleito, uma maior coordenação entre a equipe econômica. Para garantir o desenvolvimento sustentável, o tucano destacou que a educação deve ter um papel essencial no processo para evitar que a falta de mão-de-obra qualificada seja um entrave ao crescimento. Por isso, defendeu a concessão de bolsas de ensino técnico para beneficiários do programa Bolsa Família. "É preciso ter uma febre profissionalizante no país", disse.

Segundo o tucano, as parcerias com governos estaduais e municipais são as melhores maneiras de oferecer um ensino de qualidade para a população que vive nos rincões do país. Serra também aproveitou para criticar a ausência de investimentos do governo federal em saneamento. "A situação no Brasil é deplorável. Metade da população não tem rede de esgoto e muito menos tratamento. O governo federal subiu o PIS e o Cofins sobre saneamento de 3% para 7%. Como é uma atividade que está na base, ela simplesmente foi tributada a mais. No fim, o saneamento público paga R$ 2 bilhões de impostos e contribuições para o governo federal, que quer se invista em saneamento. Então, empresta pela Caixa Econômica Federal com juros para Estados e Municípios, que ficam endividados", explicou.

Por fim, Serra observou que a discussão sobre a repartição dos royalties do petróleo a abaixo da camada do pré-sal deve ficar para depois das eleições. Mesmo assim, acredita que os rendimentos com a exploração sejam destinados para um fundo soberano, sendo investidos nos seus retornos. (Fernando Taquari | Valor)

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