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01/06/2010 - 10h07

Bolsas europeias recuam com dados da Europa e da China

SÃO PAULO - O feriado de segunda-feira em Nova York e Londres está refletindo nos negócios desta terça-feira na Europa. Muitos investidores somente agora reagem às notícias dos últimos dias, empurrando para baixo os principais índices das bolsas europeias.

Em Londres, o FTSE-100 recuava há pouco 1,99%, para 2.550,43 pontos, enquanto o CAC-40, o mais importante índice da bolsa de Paris, desvaloriza-se 2,16% e retomava para os 3.431,81 pontos. Na Alemanha, o DAX-30 da bolsa de Frankfurt caía 1,69%, para 5.863,34 pontos e, na Espanha, o Ibex-35, da bolsa de Madri, despencava 3,07%, para 9.072,10.

O recuo mais acentuado no mercado espanhol evidencia o impacto do rebaixamento da nota de risco da Espanha pela Fitch, anunciado na sexta-feira após o fechamento do mercado. Entre os investidores também crescem as dúvidas quanto à solidez do sistema bancário na Europa, após o Banco Central Europeu ter divulgado ontem um relatório indicando que os bancos continuam vulneráveis.

O desaquecimento econômico, as dívidas exorbitantes do setor bancário e os déficits dos governos são alguns dos fatores de risco que continuam rondando a região. Outro setor que vem puxando para baixo o mercado europeu nesta terça-feira é o de petróleo. Após mais uma tentativa frustrada de bloquear o vazamento de petróleo no Golfo do México, as ações da BP desabaram mais de 15% na Bolsa de Londres. Os custos pelo acidente, segundo a empresa, já chegam a US$ 990 milhões.

Soma-se a isso a notícia de que o crescimento na atividade manufatureira chinesa em maio foi menor que o esperado. O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor manufatureiro na China ficou em 53,9 em maio, 1,8 ponto percentual abaixo do mês anterior, segundo informações da Federação Chinesa de Logística e Compras. Vale notar que a marca de 50 separa o crescimento da contração da atividade.

Os resultados alimentam o temor de que a desaceleração acima do projetado na China venha impactar a economia dos países que exportam para o gigante asiático.

(Francine De Lorenzo | Valor, com agências internacionais)

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