UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

01/06/2010 - 09h54

Bovespa deve abrir em queda, com agentes atentos ao cenário externo

SÃO PAULO - Indicadores mais fracos relativos à atividade industrial chinesa e europeia parecem dar o tom negativo para o início do pregão desta terça-feira. Na mesma direção do mercado externo, o Ibovespa futuro recuava 1,82% minutos atrás, aos 61.800 pontos.

Ontem, sem a referência americana, visto que as bolsas não operaram por conta de feriado, o Ibovespa subiu 1,77%, aos 63.046 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras. O giro financeiro, entretanto, foi de apenas R$ 3,9 bilhões.

No mês de maio, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 6,64%, ou 4.483 pontos, e teve o pior desempenho mensal desde outubro de 2008, auge da crise financeira.

Nesta terça-feira, que marca o início de junho, os investidores estão atentos aos dados do setor industrial.

Na China, o Índice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) para o setor manufatureiro ficou em 53,9 em maio, ou 1,8 ponto inferior à marca de um mês antes, segundo a Federação de Logística e Compra do país.

Os dados tiveram impacto sobre as bolsas asiáticas, que fecharam a jornada em baixa. O índice Hang Seng, de Hong Kong, diminuiu 1,36%, enquanto, em Tóquio, o Nikkei 225 recuou 0,58%. Já em Xangai, o Shanghai Composite teve desvalorização de 0,92% e, em Seul, o Kospi declinou 0,66%.

Na Europa, o PMI do setor manufatureiro da zona do euro se situou em 55,8 em maio, o menor nível em três meses.

Além disso, a taxa de desemprego da zona do euro aumentou para 10,1% em abril, após ficar em 10% em março. No quarto mês de 2009, o indicador estava em 9,2%.

Ainda hoje, a agenda americana reserva o índice de atividade no setor industrial no mês de maio, além do gasto com construção em abril e um índice de atividade do Federal Reserve (Fed) de Dallas, referente a maio.

No cenário corporativo brasileiro, a Brasil Ecodiesel revelou ontem que vendeu 34 milhões de litros de biodiesel no 18º leilão organizado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume vendido pela empresa representa 5,67% do total comercializado no leilão. O preço médio realizado foi de R$ 2,13083 por litro, com um deságio de 8,15% sobre o preço máximo estabelecido pela ANP. Os valores e volumes estão sujeitos a alteração até a homologação do resultado do certame.

No setor petrolífero, a Petrobras recebeu permissão para explorar hidrocarbonetos no Bloco 2, na Bacia de Raukumara, na Nova Zelândia. A empresa, que obteve o ativo em licitação pública feita pelo governo do país no início deste ano, assumiu executar um programa mínimo de trabalho, dividido em três etapas.

No âmbito internacional, destaque para a queda das ações da BP PLC na bolsa de Londres, após uma tentativa frustrada da empresa de bloquear o vazamento de petróleo no Golfo do México. A BP informou que os custos gerados pelo incidente somaram US$ 990 milhões.

Os papéis da empresa de exploração de petróleo chegaram a cair 13% nesta terça-feira.

No mercado cambial, o dólar opera em alta no primeiro dia de negociações de junho. Há pouco, a moeda americana subia 0,65%, cotada a R$ 1,833 na venda. Já o dólar futuro, com vencimento em julho, avançava 0,68%, a R$ 1,844.

(Beatriz Cutait | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host