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01/06/2010 - 14h47

China e BP ajudam a puxar para baixo bolsas europeias

SÃO PAULO - As bolsas europeias recuaram nesta terça-feira influenciadas pelas notícias vindas da China e pela queda acentuada das ações da BP.

A segunda maior empresa petróleo da Europa registrou a mais acentuada queda no preço de suas ações nos últimos 18 anos, fechando com recuo de 13,1%, após mais uma tentativa frustrada de bloquear o vazamento de petróleo no Golfo do México. Os custos pelo acidente, segundo a empresa, já chegam a US$ 990 milhões.

A China ajudou a empurrar o desempenho das bolsas para baixo com o resultado menor do que o esperado no crescimento da atividade manufatureira de maio. O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor manufatureiro na China ficou em 53,9 em maio, 1,8 ponto percentual abaixo do mês anterior, segundo informações da Federação Chinesa de Logística e Compras. Vale notar que a marca de 50 separa o crescimento da contração da atividade.

Os resultados alimentam o temor de que a desaceleração acima do projetado na China venha a ter impacto na economia dos países que exportam para o gigante asiático.

Outro fator de influência na zona do euro veio do Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor manufatureiro da zona do euro, de acordo com a empresa de pesquisas Markit Economics. O índice apresentou queda ao menor nível em três meses até maio, chegando a 55,8 ante 57,6 em abril. Os dados evidenciam a fragilidade da recuperação econômica na região. Em Londres, o FTSE-100 recuou 0,48%, para 5.163 pontos, enquanto o CAC-40, o mais importante índice da bolsa de Paris, desvalorizou 0,13%, alcançando o patamar de 3.503 pontos. A exceção ficou com a Alemanha, onde o DAX da bolsa de Frankfurt subiu 0,28%, para 5.981 pontos.

(Tatiana Schnoor | Valor com agências internacionais)

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