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01/06/2010 - 16h32

Lula sinaliza que governo pode rever corte no Orçamento

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou hoje que o governo pode rever o corte de R$ 10 bilhões no Orçamento da União. Uma revisão, segundo ele, está condicionada à expectativa de crescimento da arrecadação nos próximos meses. "Nós trabalhamos com a possibilidade de que vai melhorar a arrecadação e, melhorando a arrecadação, a gente vai repor a possibilidade de os ministérios gastarem todo o dinheiro que for disponibilizado", afirmou Lula durante evento na Volkswagen, em São Bernardo do Campo.

O presidente enfatizou que os ministros estão conscientes de que a proposta orçamentária está sujeita ao nível de arrecadação. O começo de ano fraco, avaliou Lula, levou ao corte de R$ 10 bilhões. "O ministro da Fazenda (Guido Mantega) queria um corte maior. É muito, mas disse que eu não brinco com a economia brasileira. Chegamos aonde chegamos com muita seriedade", frisou. A despeito das críticas da oposição com o aumento dos gastos públicos em um ano eleitoral, o presidente disse que vai manter a estabilidade e a política fiscal. "Se alguém imagina que, porque tem eleição, nós vamos brincar com a economia, pode tirar o cavalo da chuva". Durante o evento, ele também condenou o ataque de Israel contra um comboio de ajuda humanitária aos palestinos. "O diálogo é a melhor forma de resolver os conflitos, e não atirando, como Israel atirou ontem, em um barco turco que ia levar comida para Faixa de Gaza, um barco que estava em águas internacionais", declarou.

Lula destacou que não acredita que as armas sejam capazes de assegurar a paz. "O que vai garantir a paz é muito diálogo, muito investimento em comida para acabar com a fome dos países mais pobres do mundo. Acho que os dirigentes precisam aprender a dialogar mais", argumentou. Sobre as eleições, ele descartou a hipótese de se licenciar do cargo para fazer campanha a pré-candidata Dilma Rousseff (PT). "Ainda este ano eu irei fazer campanha na porta da fábrica da Volkswagen". "Não é proibido um presidente da República fazer campanha quando a campanha começar. O que eu não quero é fazer nada que possa infringir a legislação eleitoral, que isso só me permite fazer campanha depois que forem feitas as convenções partidárias, que os candidatos estiverem oficializados", complementou o presidente.

(Fernando Taquari | Valor)

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